A Associação Cultural e Educacional da Comunidade Bielorrussa em Portugal — PRADMOVA exigiu que a Câmara Municipal de Lisboa esclareça se enviou ou não dados dos ativistas da referida associação a autoridades externas de outros países.

Entre 2020 e 2021, estes ativistas organizaram mais de dez manifestações contra o regime do Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko. Apesar de aquele país não ter embaixada em Lisboa, muitos destes protestos foram organizados junto das embaixadas russa, ucraniana e cipriota, países acusados de serem cúmplices de Lukashenko.

“Esperemos receber informações justas e transparentes com urgência”, pode ler-se num email da Pradmova a que o Observador teve acesso. De acordo com Katsiaryna Drozhzha, presidente da associação, a autarquia já respondeu ao pedido da Pradmova e assegurou que iam tratar do “pedido o mais rápido possível”. Mas não deu garantias de que os dados pessoais não tivessem sido enviados.

“Esta situação preocupa-me. Tenho pessoas da nossa diáspora que têm muito medo, medo de que os dados deles tenham sido violados”, lamenta Katsiaryna. A associação, explica, representa centenas de pessoas a viver em Portugal.

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