Os comportamentos que Tomás Gimeno, o espanhol que matou as filhas Anna e Olivia em Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias), exibiu nos dias anteriores aos crimes poderiam ter servido de sinal de que o homem planeava, pelo menos, afastar-se da família e que estava, de alguma forma, a despedir-se. Um dos primeiros sinais transpareceu quando Tomás visitou o pai e o abraçou à despedida — um ato de afeto que não era comum entre os dois e que o avô das crianças relatou às autoridades assim que o filho se tornou suspeito dos crimes.

Outro sinal, que o Observador já relatou esta semana, foi a carta de despedida que Tomás deixou à atual namorada, diretora de um centro infantil que a menina mais velha frequentava às terças e quintas-feiras entre as 13h e as 17h. A carta foi entregue às cinco da tarde no dia do desaparecimento das meninas. Uma nota indicava que a mulher só a deveria abrir às 23h, mas a namorada leu-a às 17h20. No interior estavam 6.200 euros, mas nenhum indício expresso de que Tomás tencionava raptar e matar as próprias filhas.

Antes de matar as filhas, Tomás Gimeno entregou dinheiro e uma carta de despedida à atual namorada — que não alertou as autoridades

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