É quebra de uma tradição: pela primeira vez em décadas não haverá distribuição de preservativos nos Jogos Olímpicos. O comité organizador do evento em Tóquio afirmou no passado domingo que os atletas terão permissão para consumir bebidas alcoólicas nos seus aposentos, mas não serão distribuídos preservativos — algo que acontece desde 1988. As medidas surgem como uma forma a controlar a propagação da Covid-19.

Foi em 1988 que o Comité Olímpico Internacional (COI) entregou pela primeira vez preservativos aos desportistas, como intuito prevenir doenças sexualmente transmissíveis — como a SIDA — que na altura estava a ficar cada vez mais conhecida. Já as bebidas alcoólicas são permitidas, mas apenas para consumo pessoal e dentro dos quartos, na Aldeia Olímpica, segundo a Kyodo News.

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Quase 9 em 10 japoneses são contra a realização dos Jogos. Tóquio, que está em estado de emergência desde o final de abril, vai passar a um quase estado de emergência a partir desta segunda-feira, que deverá durar até ao dia 11 de julho. A ideia do governo é permitir a entrada a 20 mil pessoas na cerimónia de abertura, que está marcada para o dia 23 de julho, e deve ser criada um espaço separado para oficiais relacionados com os Jogos Olímpicos, mas ainda não é certo.

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A proibição de estrangeiros nas bancadas já era conhecida e vão ser permitidos até 10.000 pessoas nas bancadas, desde que não seja ultrapassada a marca dos 50% da sua capacidade total. Mas os delegados e patrocinadores vão ser classificados como organizadores e, portanto, não serão incluídos no limite dos 10.000 espectadores. As pessoas não podem gritar, falar alto e a utilização da máscara é obrigatória, de acordo com a BBC News.

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A decisão de permitir os espectadores vai ao contraria  um relatório, publicado na semana passada por especialistas médicos japoneses, que afirma que a realização dos Jogos com as bancadas vazias é a opção mais segura e mais desejável.

“Há tantos casos, nacional e internacionalmente [de] eventos desportivos com espectadores”, disse o presidente do comité organizador, Seiko Hashimoto. “Com medidas rigorosas e com base nos critérios do governo, acreditamos que podemos realizar os Jogos com espectadores”, diz.

Um membro da equipa olímpica de Uganda testou positivo à Covid-19 ao chegar ao Japão e a sua entrada foi negada. Este foi o primeiro caso (conhecido) de infeção entre as equipas que irão participar na cerimónia.