A operação de venda do Banque Privée BCP pelo português BCP, anunciada na terça-feira, foi feita por valores entre os 119 e 128 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira o banco liderado por Miguel Maya.

“O Banco Comercial Português, S.A. estima que o preço de venda e o impacto (positivo) nos resultados consolidados do exercício em curso, em base proforma a 31/03/2021, se situem, respetivamente, entre CHF 130 e 140 milhões e entre CHF 45 e 55 milhões”, pode ler-se num comunicado enviado esta sexta-feira ao mercado. De acordo com o câmbio de francos suíços para euros mencionado no comunicado, o BCP estima assim que o preço da venda se situe entre os 119 e 128 milhões de euros, e que o impacto positivo se cifre entre os 41 e 50 milhões de euros.

Estes valores estão sujeitos a ajustamentos decorrentes da evolução dos ativos sob gestão e da atividade do Banque Privée BCP (Suisse) SA, apenas ficando definitivamente fixados após a data de concretização da operação”, refere ainda o banco liderado por Miguel Maya. O documento foi enviado sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) “em complemento da comunicação de 29 de junho [terça-feira] de 2021 referente ao processo de alienação do Banque Privée BCP (Suisse) SA”.

BCP vende totalidade do capital social do Banque Privée BCP ao Union Bancaire Privée

Na terça-feira, o Banco Comercial Português (BCP) anunciou que celebrou um acordo com o Union Bancaire Privée (UBP) para vender a totalidade do capital social do Banque Privée BCP (Suisse). Num comunicado, o banco afirma que “a venda do Banque Privée permitirá ao grupo BCP prosseguir a estratégia de enfoque de recursos e da gestão nas geografias ‘core’ [principais], potenciando o desenvolvimento destas e dessa forma a criação de valor para os acionistas”.

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“O impacto da transação nos rácios de solvabilidade do grupo BCP, estimado em base proforma a 31 de março de 2021, é de um aumento de 15 pontos base no rácio CET1 [estabelece um nível mínimo de capital que as instituições devem ter em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua atividade] e de 16 pontos base no rácio de capital total”, afirma o BCP no comunicado.

A concretização da transação está sujeita à verificação de condições habituais para a realização deste tipo de operação, incluindo a não oposição das instâncias de supervisão locais competentes, sublinha o BCP.