Uma instituição de solidariedade social luso-canadiana lançou uma campanha para angariar perto de meio milhão de dólares canadianos para financiar os seus programas até ao final do ano, disse este domingo à agência Lusa uma fonte da organização.

“Pretendemos angariar 450 mil dólares (307 mil euros) para financiar e dar continuidade aos nossos programas até ao final do ano, sem termos que suspender nenhum dos serviços”, afirmou Jack Prazeres, presidente da Luso Canadian Charitable Society (LCCS, sigla em inglês).

A instituição está a organizar até ao dia 18 de julho, a Luso Virtual Volta, um evento que, pelo segundo ano consecutivo, está a ser realizado de uma forma virtual devido à pandemia.

“Tentamos ajudar 300 famílias diariamente, já voltamos a abrir as portas fisicamente, em junho. Nos últimos dois meses, as nossas atividades têm sido desenvolvidas virtualmente, tem sido difícil encontrar funcionários para operarem nesta área, o que ainda vai inflacionar o nosso orçamento”, sublinhou o empresário e líder comunitário.

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A LCCS é um centro de apoio social sem fins lucrativos que presta assistência a portugueses e lusodescendentes portadores de deficiência.

A instituição fundada em 2003 dispõe de três centros, em Toronto, Mississauga e Hamilton, que prestam assistência a cerca de 300 utentes diariamente.

Alguns dos utentes dispõem de um apoio do governo provincial através do subsídio ‘Passport’, destinado a adultos com 18 ou mais anos, para participarem nas atividades comunitárias, integrando-os de uma forma ativa na sociedade.

“Mas é muito pouco”, não lhes permite estarem no centro “cinco dias por semana”, explicou.

Devido à pandemia, muitos dos programas existentes na instituição foram adaptados, mantendo todas as regras de segurança sanitária, como o distanciamento social.

A LCCS pretende, num futuro próximo, abrir um novo centro, com 30 apartamentos, aberto 24 horas por dia, para acolher famílias idosas e pessoas portadoras de deficiência.

“Já temos um fundo em cerca de 500 mil dólares canadianos (341 mil euros) para um centro que funcione 24 horas, para quando os pais já não possam tomar contar dos filhos, alguns já com 70 ou 80 anos, uma situação recorrente na comunidade portuguesa, as listas de espera são demorosas, que vão de cinco a 15 anos”, concluiu Prazeres.