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A linhagem de Leonardo Da Vinci não se perdeu. Um estudo publicado no passado domingo na Revista Human Evolution revela que o pintor e cientista tem 14 parentes vivos — com idades entre 1 e 85 anos. O génio nunca casou, nem teve filhos: mas tinha pelo menos 22 meio-irmãos — o que possibilitou que, passados 690 anos, a sua linhagem ainda perdure nos dias de hoje.

O estudo foi conduzido pelos historiadores Alessandro Vezzosi e Agnete Sabato e visa reconstruir o perfil genealógico do artista, para que se consiga perceber de onde veio a sua genialidade. A investigação tem em consideração a linhagem desde o avô de Da Vinci (que nasceu em 1331), passando por 21 gerações e cinco ramos familiares, até aos 14 parentes atuais.

Os cientistas seguiram o rasto do cromossa Y, que é praticamente inalterado ao longo de 25 gerações. Alessandro Vezzovi disse à agência Ansa que já em 2016 tinham identificado “35 descendentes vivos” de Leonardo Da Vinci, mas “eram na sua maioria indiretos, fruto de relações paralelas também na linha feminina, como no caso mais conhecido do cineasta Franco Zeffirell”, explica.

Mas quem são? E onde vivem? Os familiares “têm entre 1 e 85 anos, não moram bem em Vinci, mas em municípios vizinhos até Versilia (na costa da Toscana)”, revela Vezzovi. São pessoas com trabalhos comuns, como “artesãos” ou “agrimensores”.

O primeiro túmulo de Leonardo Davinci foi na capela de Saint-Florentin, no vale do Loire, na França, mas foi destruído durante a Revolução Francesa. Os seus restos mortais encontram-se atualmente na capela menor do castelo.

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