Os novos ministros do governo, espanhol liderado pelo socialista Pedro Sánchez, tomaram posse esta segunda-feira de manhã, numa cerimónia em que prestaram juramento perante o rei de Espanha, Felipe VI, no Palácio da Zarzuela, em Madrid.

Pedro Sánchez anunciou no sábado passado a remodelação mais extensa do seu gabinete desde que chegou a chefe do governo, com a saída de sete dos 23 membros do seu executivo. Esta remodelação não afetou os cinco ministros nomeados pelo Unidas Podemos, o parceiro de extrema-esquerda da coligação minoritária de esquerda que dirige Espanha. De destacar a saída do que até agora foi o ‘núcleo duro’ de Sánchez, principalmente Carmen Calvo, a ex “número dois”, e o Secretário de Organização do PSOE, José Luis Ábalos, Ministro dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana.

Com a saída de Calvo, a ministra da Economia e da Transformação Digital, Nadia Calvino, torna-se vice-presidente primeira, enquanto Yolanda Díaz, Ministra do Trabalho e líder do Unidas Podemos no seio da coligação, assumirá a segunda vice-presidência. José Manuel Albares será o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, em substituição de Arancha González Laya.

A nova Ministra da Justiça será Pilar Llop, enquanto a ministra das Finanças, María Jesús Montero, também assume a Função Pública, mas deixa o gabinete do porta-voz a favor de Isabel Rodríguez, que também assume o Ministério da Política Territorial. A antiga presidente da Câmara de Gavá (Barcelona), Raquel Sánchez Jiménez, será a nova ministra dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana, enquanto Pilar Alegría substituirá Isabel Celaá na Educação.

Remodelação marca início do “Governo da recuperação” – Pedro Sanchéz

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Miquel Iceta, até agora em Política Territorial e Função Pública, muda para Cultura e Desporto, enquanto Pedro Duque deixa a Ciência e Inovação a favor de Diana Morant, atual presidente da Câmara Municipal de Gandía. Pedro Sánchez já tinha efetuado uma pequena remodelação no final de março, após a súbita demissão do governo do líder histórico do Podemos, Pablo Iglesias, que se lançou na batalha para as eleições regionais de Madrid, antes de desistir da política na noite das eleições de 4 de maio.

O primeiro-ministro socialista está a atravessar uma fase difícil, depois de há três meses ter sofrido um grande revés nessas eleições regionais de Madrid, um bastião histórico da direita, nas quais o Partido Socialista espanhol (PSOE) e o Unidas Podemos sofreram uma derrota face ao Partido Popular (direita), que tinha transformado o escrutínio num referendo sobre a política governamental, especialmente na luta contra a pandemia.

Composição do governo depois da remodelação:

  • Presidente (primeiro-ministro): Pedro Sánchez;
  • Primeira vice-presidente: Nadia Calviño (mantém pasta dos Assuntos Económicos e Transformação Digital, sobe a ‘número dois’ do governo);
  • Segunda vice-presidente: Iolanda Díaz (sobe de terceira a segunda vice-presidente, mantém pasta do Trabalho e Economia Social);
  • Terceira vice-presidente: Teresa Ribera (mantém-se como ministra para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico);
  • Ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação: José Manuel Albares (até agora embaixador em Paris, substitui Arancha González Laya);
  • Ministra da Justiça: Pilar LLop (deixa a presidência do Senado, substitui Juan Carlos Campo);
  • Ministra da Defesa: Margarida Robles (mantém-se);
  • Ministra das Finanças e Função Pública: Maria Jesus Montero (mantém Finanças, assume a Função Pública e deixa de ser porta-voz do governo);
  • Ministro do Interior: Fernando Grande-Marlaska (mantém-se);
  • Ministra dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana: Raquel Sánchez Jiménez (presidente da Câmara de Gavá, substitui José Luis Abalos);
  • Ministra da Educação e Formação Profissional: Pilar Alegria (até agora delegada do governo em Aragão, substitui Isabel Celaá);
  • Ministra da Indústria, Comércio e Turismo: Reyes Maroto (mantém-se);
  • Ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação: Luis Planas (mantém-se);
  • Ministra da Saúde: Carolina Darias (mantém-se);
  • Ministra da Política Territorial e porta-voz do governo: Isabel Rodriguez (até agora presidente da Câmara de Puertollano, substitui Miguel Iceta na pasta e Maria Jesus Montero como porta-voz);
  • Ministro da Cultura e Desporto: Miguel Iceta (substitui José Manuel Rodrigues Uribes e deixa a pasta da Política Territorial);
  • Ministra dos Direitos Sociais e Agenda 2030: Ione Belarra (mantém-se, Unidas Podemos);
  • Ministra da Ciência e Inovação: Diana Morant (presidente da Câmara de Gandía, substitui Pedro Duque);
  • Ministra da Igualdade: Irene Montero (mantém-se, Unidas Podemos);
  • Ministro do Consumo: Alberto Garzón (mantém-se, Unidas Podemos);
  • Ministro da Inclusão, Segurança Social e Migrações: José Luis Escrivá (mantém-se);
  • Ministro das Universidades: Manuel Castells (mantém-se, Unidas Podemos).