A variante Delta representou a totalidade dos casos analisados na região de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, na semana de 28 de junho e 4 de julho, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa). Nesta semana, o instituto analisou 562 amostras — dentro da meta de 500 análises semanais pedidas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC).

No Alentejo, a Delta representou, nessa semana 95% dos novos casos e no Norte 88,2%. Nas restantes regiões a proporção de casos de Delta analisados foi: 81,8% no Centro, 79,2% na Madeira e 62,5% nos Açores.

Portugal perdeu o rasto à variante Delta na última quinzena de maio

Das 1.992 amostras da variante Delta analisadas até ao momento, 56 correspondem à Delta Plus (com a mutação adicional K417N) — nenhuma delas identificada na semana em análise.

Oito respostas sobre a K417N, a mutação do Nepal que afinal já existia e que sozinha não muda grande coisa

Variante colombiana, presente em Portugal, destacada pelas mutações de interesse

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Sendo dominante em todas as regiões do país, a variante Delta apresentou uma frequência relativa de 88,6% dos novos casos que foram analisados geneticamente pelo Insa e a variante Alpha (originária do Reino Unido) apenas 10,2% dos casos analisados.

A variante B.1.621 (detetada inicialmente na Colômbia) tem representado cerca de 1% das amostras analisadas pelo Insa nas últimas semanas e merecem um destaque no relatório desta semana.

Esta variante de interesse apresenta várias mutações na proteína spike (ex.: E484K, N501Y, P681H), as quais são partilhadas com algumas variantes de preocupação”, refere o relatório.

Já nas variantes Beta (originária na África do Sul) e Gamma (originária de Manaus, Brasil), a frequência mantém-se baixa e sem tendência crescente (inferior a 1%). Assim como também “não se detetaram novos casos da variante Lambda, a qual apresenta circulação vincada nas regiões do Peru e do Chile”, refere o instituto.

O que se sabe sobre a Lambda, a variante que cresce numa das regiões mais atingida pela pandemia