Elon Musk seguiu o repto que lhe foi lançado no Twitter para acabar com o lixo espacial e avançou com uma solução: a sua nave Starship poderia resolver o problema. Bastava usar a porta móvel da carenagem para ir “comendo” os resíduos que andam à solta na nossa atmosfera, respondeu o fundador da Tesla e da SpaceX.

Os milhares de objetos e detritos que orbitam à volta da Terra, pelo menos desde que o foguetão Sputnik subiu ao espaço em 1957, acabam por colocar em perigo os 7.389 satélites (segundo dados da UNOOSA) e também as naves das missões espaciais com um risco de colisão que se estima que possa ser de 45%, de acordo com um estudo publicado na Science Direct. Musk é parte interessada: faz parte do problema e agora quer integrar a solução: o CEO da SPaceX tem 1.740 satélites de comunicação no espaço.

Utilizando um processo em muito semelhante à forma como as baleias azuis se alimentam, a ideia de Musk é usar a carenagem, de 9 metros de diâmetro de volume interno e mais de 1.100 m3, da estrutura em forma de concha da Starship, para agarrar todos estes objetos errantes. A nave possui a maior capacidade de armazenamento alguma vez existente, sendo oito vezes maior do que a da Crew Dragon.

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Existem várias agências e empresas que se dedicam à resolução deste problema que impacta com todos os satélites, como por exemplo a Agência Espacial Europeia que propõe uma estutura que se consiga desintegrar completamente aquando da entrada na atmosfera. Com este intuito, a agência europeia também fez uma parceria com a empresa suíça ClearSpace que à partida apresentará resultados em 2025, com a construção de uma nave equipada com tentáculos mecânicos, cuja finalidade será a de agarrarem os detritos e conseguirem tirá-los da sua órbita.

Apesar de provar o seu êxito em 2018 e de necessitar de mais financiamento, o projeto RemoveDEBRIS também foi pensado como um sistema viável e que funciona em rede a recolher este lixo espacial. Já a empresa japonesa Astroscale apresenta a implantação nos satélites de umas âncoras mecânicas que facilitem o recolhimento desses mesmos detritos.

O economista Matthew Burgess também propõe uma solução em que apela à responsabilidade dos operadores de manterem o espaço limpo, propondo a criação de uma taxa anual de utilização da órbita cifrada em 235.000 dólares (cerca de 199.370 euros).