Há mais de quatro meses que Portugal não tinha tantas pessoas internadas em hospitais por infeção pelo novo coronavírus e tantas pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos de hospitais, por terem desenvolvido sintomas graves de doença após a infeção. Esta é uma das conclusões de mais um boletim diário relativo à evolução da Covid-19 em Portugal, divulgado este domingo pela Direção-Geral da Saúde.

Às 0h00 deste domingo, momento da última contabilização, Portugal tinha 879 doentes com Covid-19 internados em hospitais — mais 44 do que à mesma hora da véspera, mais 74 do que há uma semana e mais 370 do que no início deste mês (1 de julho).

É preciso recuar até 16 de março, dia em que Portugal contabilizava 955 pessoas hospitalizadas com Covid-19, para encontrar um dia com mais doentes infetados pelo novo coronavírus em hospitais portugueses.

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Também o número de pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos continua a aumentar. À meia-noite deste domingo, estavam internadas em UCI de hospitais portugueses 193 pessoas — mais 12 do que na véspera, mais 17 do que há uma semana e mais 80 do que no início deste mês.

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O número de internados em cuidados intensivos aproxima-se assim da marca dos 200, um valor que para alguns especialistas tem sido apontado como uma linha vermelha no combate à pandemia (embora o Governo tenha colocado essa linha vermelha formal nos 245).

É preciso recuar às 0h00 de 17 de março, há mais de quatro meses, para encontrar um período com um número maior de doentes internados em simultâneo em unidades de cuidados intensivos. Nesse dia, o boletim da DGS dava conta de 205 internados em UCI em Portugal.

Menos 636 novos casos do que no domingo anterior

Os números relativos ao aumento de doentes internados e em unidades de cuidados intensivos foram avançados no mesmo dia em que o boletim da DGS dava conta de 2.625 novos casos de infeção detetados nas 24 horas anteriores (de sábado).

Um dado que pode dar alguma esperança é a diminuição significativa de novos casos face ao mesmo dia (domingo) da semana anterior. A 18 de julho, a DGS reportava 3.261 novos casos. Tal significa que face ao mesmo dia da última semana as autoridades de saúde deteteram menos 636 novos casos.

Ao todo, as autoridades de saúde já identificaram mais de 950 mil infeções pelo novo coronavírus desde que a pandemia de Covid-19 chegou em Portugal, em 2020. Mais exatamente, foram identificados 953.059 casos de infeção.

Mais 8 mortes. Já morreram mais de 17 mil em Portugal

O boletim da DGS dava ainda conta de mais oito mortes de pessoas infetadas pelo novo coronavírus, registadas durante as 24 horas do dia anterior (sábado).

O número é significativamente inferior ao registo de óbitos dos dias anteriores: na quinta-feira e sexta-feira anterior, dias 22 e 23 de julho, o boletim da DGS reportava mais 16 mortes. Na véspera, este sábado, o boletim dava conta de mais 20 óbitos.

Portugal não tinha tantos mortos desde março

Desde que a pandemia da Covid-19 chegou a Portugal em 2020, já morreram mais de 17 mil pessoas (17.293) infetadas pelo novo coronavírus.

Maioria das vítimas mortais eram idosos

De acordo com a informação enviada pela DGS, as vítimas mortais tinham todas mais de 50 anos. Morreram: uma mulher entre os 50 e os 59 anos; duas mulheres entre os 60 e os 69; e cinco pessoas acima dos 80 anos (três homens e duas mulheres).

A DGS não divulga se os óbitos dizem respeito a pessoas vacinadas ou não vacinadas — ou com outras condições de saúde associadas à Covid-19.

Há quatro meses e meio que Portugal não tinha tantos infetados

Há quatro meses e meio que o número de pessoas clinicamente dadas como estando de momento infetadas pelo novo coronavírus em Portugal não era tão alto.

O número de casos ativos, que corresponde ao número de pessoas dadas como infetadas no momento de contabilização (ou seja, excluem-se as já recuperadas e as que não resistiram), é agora de 54.197, de acordo com o boletim divulgado este domingo pela Direção-Geral da Saúde.

Tal significa que na última contabilização da DGS existiam mais de 54 mil pessoas infetadas — com teste de diagnóstico positivo e à espera de recuperarem — em Portugal continental e nas ilhas.

Linhas vermelhas. Taxa de incidência elevada entre os 20 e os 29 anos e a subir nos mais idosos

Desde o dia 10 de março que Portugal não tinha um número tão grande de casos ativos. Nesse dia, há quatro meses e meio, a DGS informava que existiam 57.152 casos ativos de infeção.

Norte e LVT com mais de mil novos casos, Algarve com mais de 200

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada pela disseminação da pandemia nas últimas 24 horas, com 1.042 novos casos (39,7% do total), seguida de perto pela região Norte, com 1.019 novos casos (38,8%).

Segue-se o Algarve (228 casos), o Centro (161 casos), o Alentejo (118 casos), os Açores (40 casos) e a Madeira (17 casos).

DGS. Cinco dos sete concelhos com incidência mais alta estão no Algarve

Já no que diz respeito aos 8 óbitos, ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (4), no Norte (2), nos Açores (1) e na Madeira (1).