Portugal deverá revelar as medidas a implementar durante o verão na próxima quinta-feira. Enquanto isso, na Europa, há mais países a imporem restrições às pessoas que não estão vacinadas.

A medida junta dois objetivos num só: o controlo da pandemia, por si, e o incentivo daqueles que estavam hesitantes em vacinar-se. E centra-se, sobretudo, na apresentação de certificados comprovem a vacinação completa, um teste negativo ou a recuperação da infeção.

França: profissionais de saúde podem ser suspensos

A obrigatoriedade de vacinação contra a Covid-19 dos profissionais de saúde em França chegou a ser ponderada, mas a onda de protestos fez com que tivesse de ser revista. Porém, a partir de setembro, profissionais de saúde e funcionários dos bares e restaurantes podem ser suspensos sem remuneração (mas não despedidos).

A partir de Agosto, França vai exigir o “passe de saúde” a quem queira entrar em bares, restaurantes, museus, cinemas e grandes ajuntamentos públicos. Aos jovens entre os 12 e os 17 anos só serão exigidos estes comprovativos a partir de setembro, como reporta o jornal The Guardian.

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Exigir o mesmo tipo de certificados para entrar nos centros comerciais chegou a ser ponderado pelo governo, mas a medida acabou por cair e passam a ser os autarcas a decidir se precisam fazê-lo ou não.

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Itália abre piscinas, ginásios e eventos desportivos com passe de saúde

Em Itália também serão exigidos os certificados de vacinação, diagnóstico ou recuperação na entrada dos espaços de hotelaria. Além disso, o país vai permitir a abertura de piscinas públicas, ginásios e pavilhões desportivos recorrendo aos certificados. A mesma medida é aplicada nos eventos desportivos e culturais, nas feiras, assim como nos museus, cinemas e teatros.

Anteriormente, Itália já tinha imposto a vacinação dos profissionais de saúde sob pena de serem suspensos de funções sem remuneração, tornando-se o primeiro país europeu a fazê-lo.

Inglaterra pode vir a obrigar funcionários dos lares a serem vacinados

Inglaterra pondera impor a vacinação aos funcionários dos lares e estruturas similares com uma legislação que entra em vigor em outubro, mas que ainda dará 16 semanas para que estes profissionais se vacinem, noticiou a Reuters.

Boris Johnson ainda pondera limitar o acesso aos espaços de diversão noturna a quem esteja totalmente vacinado a partir de setembro. Só não o faz antes porque os mais jovens ainda não estão vacinados e ficariam impedidos de entrar nestes locais.

Irlanda: hotelaria abre para quem tenha certificado

A Irlanda adiou a abertura dos espaços interiores de cafés, bares e restaurantes até esta segunda-feira. Agora reabre, mas existe o certificado digital europeu ou um certificado do serviço de saúde nacional que comprove que o cliente está vacinado, tem teste negativo ou recuperou da infeção.

Grécia limita acesso a espaços interiores

Na Grécia, pelo menos até 31 de agosto, o acesso a espaços públicos fechados está limitado a pessoas que estejam totalmente vacinadas, refere o jornal The Washington Post.

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Bélgica limita acesso em eventos com mais de 1.500 pessoas

A partir de 13 de agosto, na Bélgica, só as pessoas que provem estar totalmente vacinadas podem entrar nos eventos ao ar livre que tenham mais de 1.500 pessoas.

Espanha não tem medidas, mas a Galiza sim

Em Espanha não foi implementada nenhuma medida nacional de restrição a quem tenha os respetivos certificados de saúde, mas a Galiza exige que se apresente certificado de vacinação ou teste negativo para aceder a hotéis e restaurantes.

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Alemanha dividida entre implementar ou não restrições a não vacinados

Se o número de casos continuar a aumentar na Alemanha, e visto que a vacinação está a abrandar, podem ser implementadas medidas aos não vacinados, incluindo a redução de contactos e o impedimento de entrada nos restaurantes, cinemas e estádios (mesmo para quem tenha teste negativo), disse o chefe de gabinete da chanceler alemã, Helge Braun, citado pela Bloomberg.

Armin Laschet, candidato ao lugar de Angela Merkel, tem uma perspetiva diferente e não quer implementar nem a obrigatoriedade de vacinação, nem medidas que indiretamente pressionem as pessoas para serem vacinadas.