Os profissionais da PSP, GNR, SEF e Autoridade Tributária que trabalham nos aeroportos manifestaram-se esta segunda-feira preocupados com o fim dos estacionamentos gratuitos nestes locais a partir de 01 de agosto, alertando para os constrangimentos que possam vir a acontecer.

Num comunicado conjunto, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF/SEF), a Associação Sindical dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) alertam para a possibilidade de constrangimentos na segurança dos aeroportos a partir do dia 01 de agosto, “decorrentes do facto dos profissionais destas autoridades se verem privados da possibilidade do uso do transporte particular“.

Segundo estas estruturas, a ANA Aeroportos decidiu deixar de facultar estacionamento gratuitos aos profissionais da PSP, SEF, GNR e Autoridade Tributária a partir do dia 01 de agosto de 2021, o que “irá obrigar estes trabalhadores a encontrar meios alternativos, designadamente a utilização de transportes públicos disponíveis”.

As quatro estruturas sublinham que o uso de transportes públicos “é incompatível com os horários de trabalho destes profissionais“.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Em fevereiro, os sindicatos já tinham alertado para esta situação, tendo na altura começado conversações entre a Ana Aeroportos e o Governo.

No entanto, as quatro estruturas dos trabalhadores do SEF, PSP, GNR e Autoridade tributária referem que “desconhecem o resultado das conversações entre a ANA Aeroportos e o Governo sobre esta matéria”.

Segundo o ASPP, uma avença para o parque de estacionamento do aeroporto de Lisboa tem o valor de 98 euros por mês.

Numa resposta enviada este mês ao grupo parlamentar do PCP, o Ministério da Administração Interna refere que a questão dos lugares de parqueamento de viaturas cedidas pela ANA às forças e serviços de segurança e a outras entidades públicas “já foi identificada, estando a ser procurada uma solução”.