O indicador de sentimento económico subiu, em julho, pela sexta vez consecutiva na zona euro e na União Europeia (UE), ainda que de forma mais lenta, atingindo o valor mais elevado de sempre, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.

Este indicador, que tem por base inquéritos às empresas e aos consumidores neste mês de julho, subiu então 1,1 pontos na zona euro e 0,9 pontos no conjunto da UE, fixando-se agora em, respetivamente, 119 e 118. “O nível atual é o mais elevado de sempre, ou seja, desde 1985”, realça o executivo comunitário na informação estatística hoje divulgada.

Ainda assim, segundo a instituição, “em comparação com os últimos meses, esta última melhoria foi muito mais fraca, o que sugere que o indicador se está a aproximar do seu pico”, depois de seis subidas consecutivas. Bruxelas contextualiza que, no conjunto da UE, o aumento de julho no indicador de sentimento económico “foi impulsionado pela melhoria da confiança na indústria e serviços, enquanto a confiança enfraqueceu na construção e entre os consumidores e permaneceu praticamente inalterada no comércio a retalho”.

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Entre as maiores economias da UE, o sentimento económico subiu em julho acentuadamente em França (+4,0) e, em menor escala, em Itália (+1,7) e em Espanha (+1,7). Já o sentimento económico na Alemanha (+0,3) e na Holanda (-0,3) ficou praticamente inalterado, caindo ligeiramente na Polónia (-0,7).

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Outro indicador esta quinta-feira analisado, o referente às expectativas de emprego, manteve-se neste mês em 111,7 pontos na zona euro e em 111,6 pontos na UE, “bem acima do seu nível pré-pandémico”, destaca a Comissão Europeia. A instituição explica que os “planos de emprego mais otimistas na indústria — aproximando-se de um máximo histórico — e no comércio a retalho coincidiram com reavaliações mais cautelosas dos planos nos serviços e na construção”, daí a manutenção no indicador sobre as expectativas de emprego.

As expectativas de desemprego dos consumidores aumentaram neste inquérito, depois de terem atingido o seu nível mais baixo em dois anos em junho, adianta Bruxelas. Ainda analisada foi a confiança da indústria, que aumentou pelo oitavo mês consecutivo (+1,3) e atingiu outro máximo histórico, bem como a confiança dos consumidores, que em sentido inverso caiu (-1,1) e pôs fim a cinco meses de melhorias que colocaram o indicador acima do seu nível pré-pandémico.