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Reabertura do país. Os oito gráficos que explicam a decisão do Governo /premium

António Costa apresentou oito gráficos para justificar o otimismo que leva o Governo a iniciar no domingo uma nova fase de desconfinamento. Comparação entre vagas dão confiança ao Executivo.

António Costa explica a evolução de Portugal na matriz de risco durante a conferência de imprensa após o Conselho de Ministros desta quinta-feira
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António Costa explica a evolução de Portugal na matriz de risco durante a conferência de imprensa após o Conselho de Ministros desta quinta-feira

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

António Costa explica a evolução de Portugal na matriz de risco durante a conferência de imprensa após o Conselho de Ministros desta quinta-feira

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Das 23 páginas que compõem a apresentação em que António Costa se apoiou na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, oito estavam ocupadas por matrizes, gráficos de linhas e diagramas de barras para justificar a decisão anunciada esta quinta-feira: Portugal continua com uma incidência e com um R(t) muito acima das linhas vermelhas originalmente impostas pelo Governo, mas está melhor do que reflete a matriz e pronto para entrar numa nova fase de desconfinamento.

Metade desses gráficos tinham por objetivo comparar a quarta vaga de Covid-19 em Portugal com aquela que o país viveu anteriormente, entre 27 de dezembro e 5 de abril. E a conclusão é que as duas ondas são, na verdade, incomparáveis: não houve tantos casos, nem tantos internamentos ou mortes. Estas boas notícias, aliadas ao ritmo de vacinação em Portugal — acima da média europeia, como o Governo realça num dos diagramas — dão luz verde ao Executivo para pegar em alguns dos conselhos dos especialistas e implementá-los no país.

Situação epidemiológica está cada vez melhor

A matriz de risco continua a mostrar Portugal na região vermelha do mapa, muito longe do quadrante em que estava quando o país entrou no processo de desconfinamento em março. No entanto, o trajeto que as atualizações das autoridades de saúde têm percorrido ao longo da matriz sinaliza ao Governo que a situação epidemiológica está a estabilizar e a evoluir para um cenário mais positivo.

R(t) está a diminuir e arrasta a incidência para baixo

O risco de transmissibilidade — R(t), a métrica que indica quantas pessoas, em média, alguém infetado pode contagiar — tem flutuado desde março. Após uma diminuição entre meados de abril e de maio, o valor voltou a disparar acima de 1, atirando a incidência para números que ultrapassaram a linha vermelha. Mas o que descansa neste momento o Executivo é que o R(t) já está a diminuir novamente e consegue descer abaixo de 1.

A redução do R(t) já se está a refletir na incidência de casos em Portugal, sugere o terceiro gráfico mostrado pelo primeiro-ministro. O número de casos a sete dias por 100 mil habitantes registado a 22 de julho, na quinta-feira passada, era de 226,2, mas já decresceu para 196,2 na última quarta-feira, 28 de julho. As duas linhas vermelhas que desenham a matriz de risco estão assim a caminhar para bom porto, considera o Governo.

Vacinação está acima da média europeia

Portugal está acima da média da União Europeia no que diz respeito ao número de vacinas administradas por 100 mil habitantes, o que se reflete numa cobertura vacinal que dá confiança ao primeiro-ministro para iniciar já no próximo domingo uma nova fase de desconfinamento. O país esteve quase sempre equiparado à generalidade da União Europeia no ritmo de vacinação, mas ele disparou em Portugal desde o fim de junho e assim tem-se mantido.

Uma quarta onda mais pequena e achatada

Outro sinal de otimismo transmitido pelos gráficos apresentados pelo Executivo é que a nova vaga foi muito mais achatada que a terceira. Uma comparação entre as duas ondas epidémicas demonstram que a incidência a 14 dias por 100 mil habitantes chegou a ultrapassar os 1.600 na terceira onda, que ocorreu entre 27 de dezembro e 5 de abril. Na quarta vaga, que se iniciou a 15 de maio, o pico foi atingido pouco acima dos 400 casos.

Isso refletiu-se na pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma vez que o número de hospitalizações em internamento geral, embora esteja ainda em tendência crescente, não aumentou tanto nem tão depressa quanto aconteceu na terceira onda. Os dados das autoridades de saúde recordam como os hospitais chegaram a registar 7.000 internamentos no pico da terceira vaga. Nesta quarta onda, os números rondam as 1.000 hospitalizações.

Algo semelhante está a acontecer nas unidades de cuidados intensivos (UCI). No pico da terceira onda, as autoridades de saúde somaram 900 pessoas com quadros clínicos severos, internadas naqueles serviços à conta da Covid-19. Desta vez, embora a onda continue a aumentar, ela ronda os 200 internamentos em UCI e não dá sinais de alcançar os mesmos níveis que na vaga anterior.

Em termos de óbitos, tudo isto se torna ainda mais preponderante: é que, por ter havido menos casos, também houve menos internamentos, menos entradas em UCI e menos mortes por Covid-19. O último gráfico apresentado por António Costa aponta que, na terceira vaga, os óbitos chegaram a ultrapassar os 300 por dia. Desta vez, o país não saiu da casa das dezenas, nunca tendo ultrapassado as 20 vítimas mortais diárias por Covid-19.

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