Os Estados Unidos vão doar mais de 10 milhões de dólares (pouco mais de oito milhões de euros) para projetos de conservação na Reserva Especial do Niassa, anunciou esta sexta-feira a embaixada norte-americana em Maputo.

O valor será disponibilizado nos próximos cinco anos e será gerido pela Sociedade de Conservação da Fauna Bravia e a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC), segundo a nota, enviada para celebrar o Dia Mundial do Fiscal da Floresta, que se assinala no domingo.

Este dia celebra o seu trabalho como guardiões empenhados do património natural de Moçambique e honra a memória daqueles que morreram no cumprimento do dever de proteger a fauna bravia dos caçadores furtivos e de conservar espaços bravios essenciais”, refere a nota.

Criada em 1960, a Reserva Especial do Niassa, no norte de Moçambique, é a maior área protegida do país, com uma extensão de 42.400 quilómetros quadrados.

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Segundo dados oficiais, nos últimos cinco anos, os Estados Unidos já disponibilizaram perto de 15 milhões de dólares (quase 13 milhões de euros) para os gestores da Reserva do Niassa, além de mais de 50 milhões de dólares (42 milhões de euros) disponibilizados para o Parque Nacional da Gorongosa ( no centro do país) para combater a caça furtiva de fauna bravia e apoiar a subsistência das comunidades locais.

A caça furtiva em Moçambique tem sido uma grave ameaça à vida selvagem no país, tendo reduzido drasticamente algumas espécies, segundo dados oficiais.

De acordo com os últimos dados da ANAC, desde 2009, o país perdeu pelo menos dez mil elefantes e, só na Reserva do Niassa, o número total desta espécie passou de 12.000 para 4.400 em três anos (entre 2011 e 2014).

Relatórios mais recentes indicam que o país perdeu, entre 2011 e 2016, 48% da população de elefantes.