A dívida pública teve uma forte queda no segundo trimestre, a reboque do crescimento económico. Dados do Banco de Portugal divulgados na manhã desta segunda-feira mostram que “o rácio da dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto situou-se em 132,8%, o que representa uma redução de 4,3 p.p. (pontos percentuais) face ao final do primeiro trimestre”.

Fonte: Banco de Portugal

O valor atingido no final do segundo trimestre, em percentagem do PIB, só é possível depois do crescimento económico registado entre abril e junho, de 4,9% face ao trimestre que terminou em março (e de 15,5% face ao mesmo trimestre de 2020), uma das maiores subidas trimestrais registadas entre os estados membros que têm dados disponíveis por esta altura.

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Apesar da descida em percentagem do PIB, os últimos dados disponíveis, até final de junho, indicam que a dívida pública atingiu um novo recorde absoluto a meio do ano, com 277,5 mil milhões de euros, um aumento de 2,7 mil milhões de euros face a maio. O supervisor refere que para este aumento “contribuíram essencialmente as emissões de títulos de dívida” no valor de 2,2 mil milhões de euros.

Os depósitos das administrações públicas, por outro lado, aumentaram 800 mil euros. A dívida pública líquida de depósitos aumentou, desta forma, 1,9 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, para 256 mil milhões de euros.