O ministro do Planeamento afirmou esta terça-feira que o Plano de Recuperação e Resiliência foi um “trabalho intenso e desafiante”, mas sublinhou que “o país soube dar resposta”, depois de Bruxelas ter desembolsado 2,2 mil milhões de euros a Portugal.

Numa nota enviada pelo Ministério do Planeamento, o ministro Nelson de Souza reconheceu que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “foi um trabalho intenso e desafiante”, mas sublinhou que “o país soube dar resposta a este desafio”. O ministro do Planeamento acrescentou ainda uma “palavra de gratidão à Comissão Europeia e aos seus serviços pela disponibilidade e pela cooperação manifestada, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelos técnicos e diplomatas da Administração portuguesa”.

“De imediato, sem mais delongas, já passámos à fase de concretização dos investimentos e reformas do PRR”, apontou Nelson de Souza, dando nota de que “Portugal está já a utilizar bem os recursos que agora foram efetivamente disponibilizados”. A Comissão Europeia desembolsou esta terça-feira 2,2 mil milhões de euros a Portugal referente ao pré-financiamento de 13% do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num montante global de 16,6 mil milhões de euros, aprovado no mês passado.

Dinheiro da bazuca está a chegar: Portugal recebe esta terça-feira os primeiros 2,2 mil milhões de euros

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Portugal, que foi o primeiro Estado-membro a entregar formalmente em Bruxelas o seu plano nacional para aceder aos fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência — elemento central do pacote “NextGenerationEU” acordado na UE para superar a crise da Covid-19 — e o primeiro a vê-lo aprovado, é assim também dos primeiros países a receber verbas, juntamente com Bélgica e Luxemburgo, que receberam também esta terça-feira desembolsos de 770 milhões e de 12,1 milhões de euros, respetivamente.

Sublinhando que “este pagamento contribuirá para lançar a aplicação das medidas essenciais em matéria de investimento e de reforma delineadas no plano de recuperação e resiliência de Portugal”, o executivo comunitário indica que autorizará novos desembolsos “em função do ritmo de execução dos investimentos e reformas descritos nesse plano”.