“A Flor”

Se é cinéfilo “hardcore” e tem muito tempo livre, pode atirar-se à verdadeira maratona cinematográfica que é “A Flor”, do argentino Mariano Llinás, o terceiro filme mais longo de sempre. Dura 14 horas (estreia dividido em partes e tem intervalos embutidos), é composto por seis histórias independentes umas das outras, quatro delas de formato narrativo tradicional, mas que terminam de maneira abrupta, todas interpretadas pelo mesmo quarteto de atrizes, e até tem direito a apresentação pelo realizador, que aproveita para explicar o título (e, com ele, a organização interna da fita) com um desenho. “A Flor” é um multi-filme, um conjunto de enredos de género convencionais (mas que ficam a meio), de “pastiches” e de exercícios meta-cinematográficos, bem como uma experiência sobre a manipulação do tempo, da matéria narrativa e da duração no cinema, com muitas piscadelas de olho cinéfilas e literárias (andam por ali Borges e Roberto Bolaño, neste segundo caso). Ganhe fôlego e aventure-se!

“O Esquadrão Suicida”

James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) substituiu David Ayer na realização deste segundo filme de aventuras do grupo de vilões sobredotados da DC que estão presos, mas são enviados em missões perigosas quando necessário. Aqui, Harley Quinn, Rick Flag, Capitão Boomerang, Bloodsport, Weasel, Nanaue e outros são enviados por Amanda Waller para a ilha de Corto Maltese para destruir Jotunheim, uma prisão nazi do tempo da II Guerra Mundial onde estão encarcerados presos políticos e existe um laboratório onde são feitas estranhas e sinistras experiências. Lá chegados, os membros do Esquadrão Suicida sofrem algumas defeções e baixas, e juntam forças com Sol Soria, que lidera os rebeldes que lutam contra o governo tirânico da ilha. Margot Robbie, Idris Elba, Joel Kinnaman, John Cena e Michel Rooker encabeçam o elenco. Destaque para Ratcatcher, a personagem interpretada pela portuguesa Daniela Melchior.

“Laços de Família”

O novo filme do italiano Daniele Luchetti baseia-se num romance do escritor Domenico Starnone. A história começa nos anos 80, em Nápoles, onde Aldo (Luigi Lo Cascio), um jornalista que tem um programa sobre livros na rádio em Roma, e Vanda (Alba Rohrwacher), uma professora, vivem com o filho e a filha pequenos, e são aparentemente ser felizes. Só que um dia Aldo diz à mulher que tem um caso com uma colega da rádio, Lidia (Linda Caridi) e o caldo fica entornado. Ele sai de casa e ela tenta suicidar-se. O filme dá então um salto de 30 anos, para a nossa época, e encontramos Aldo e Vanda juntos e não separados, a viver numa casa nova e com os filhos já criados e fora do lar. E interpretados por actores diferentes. “Laços de Família ” foi escolhido como filme da semana pelo Observador e pode ler a crítica aqui.

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