O ministro da Defesa de Israel advertiu esta quinta-feira que o seu país está preparado para atacar o Irão, na sequência do ataque com aviões não tripulados a um petroleiro propriedade de um israelita, que matou duas pessoas.

As declarações de Benny Gantz surgem numa altura em que Israel pressiona países para uma ação nas Nações Unidas sobre o ataque com “drones” ao petroleiro “Mercer Street” no mar Arábico na semana passada. O ataque, que não foi reivindicado, causou dois mortos, um britânico empregado pela empresa de segurança Ambrey e um membro da tripulação romena, segundo o armador Zodiac Maritime, uma empresa internacional com sede em Londres, propriedade do israelita Eyal Ofer.

Israel, assim como os Estados Unidos e o Reino Unido, acusaram imediatamente o Irão de estar por trás do ataque, mas nenhum apresentou provas para apoiar as suas afirmações. Teerão, que juntamente com milícias regionais aliadas tem realizado ataques semelhantes, negou ter estado envolvido.

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Falando ao “site” de notícias Ynet, Gantz respondeu sobre se Israel estava preparado para atacar o Irão com um “sim” contundente. “Estamos numa altura em que necessitamos de realizar uma ação militar contra o Irão”, disse Gantz. “O mundo precisa de agir contra o Irão agora”, insistiu.

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No domingo, o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, já se tinha pronunciado no mesmo sentido. “Acabo de ouvir que o Irão, de uma forma cobarde, está a tentar escapar à responsabilidade neste caso, que eles estão a negar [qualquer envolvimento]. Portanto, posso dizer com absoluta certeza que o Irão levou a cabo este ataque ao navio […]. Há provas disso”, afirmou, durante a reunião semanal do seu governo.

“Esperamos que a comunidade internacional envie um sinal claro ao regime iraniano de que cometeu um erro grave. Em qualquer caso, sabemos como enviar uma mensagem ao Irão, à nossa própria maneira”, acrescentou, sem especificar. O incidente registado há precisamente uma semana contra o petroleiro “Mercer Street” é o primeiro com vítimas mortais conhecido após anos de ataques a navios comerciais na região ligados a tensões com o Irão.