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Caixas de velocidades, injectores ou componentes electrónicos de modelos Volvo com até 15 anos fazem parte de uma ampla gama de peças que o construtor sueco restaura de acordo com as especificações originais da marca, com isso poupando duplamente o ambiente, pois se por um lado o reaproveitamento das peças implica o recurso a menos matérias-primas, por outro, economiza-se também na emissão de dióxido de carbono (CO2). Só no ano passado, anuncia a Volvo Cars, isso permitiu poupar cerca de 4500 toneladas, das quais perto de 400 foram em materiais (271 toneladas de aço e 126 de alumínio) e 4116 toneladas no CO2 associado à energia economizada.

O programa em causa é denominado Volvo Cars Exchange System e remonta a 1945, altura em que a escassez de matérias-primas no pós-guerra levou a marca a começar a restaurar caixas de velocidades na pequena cidade sueca de Köping. Sucede que aquilo que era para ser uma medida de curto prazo acabou por manter-se e aperfeiçoar-se. A ponto de, nos dias que correm, o trabalho de reaproveitamento de peças de carros usados decorrer em sintonia com o departamento de Design da Volvo, ao qual cabe garantir que no futuro será mais fácil desmontar a peça restaurada.

O fabricante escandinavo estima que “uma peça reaproveitada necessite até menos 85% de matérias primas e consuma até menos 80% de energia na produção, em comparação com uma peça nova”, com a vantagem de usufruir da mesma garantia que abrange as peças novas e de beneficiar da actualização para “as especificações mais recentes, o que significa que podem vir a ter um desempenho ainda melhor na sua segunda vida”, realça a Volvo, frisando que faz muito mais sentido reaproveitar peças desgastadas do que simplesmente descartá-las. E todos ganham com este programa: o construtor, o cliente e o ambiente.

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