A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viatodos, concelho de Barcelos, anunciou esta quinta-feira que foi instaurado um processo disciplinar ao motorista da corporação suspeito de abuso sexual de uma idosa de 90 anos,

Em comunicado, a associação acrescenta que o motorista já foi suspenso.

Diz ainda que “lamenta a situação” e manifesta “a sua inteira disponibilidade” para colaborar com os órgãos de investigação “para qualquer tipo de esclarecimento que seja necessário com vista ao apuramento da veracidade dos factos.

O motorista, de 56 anos, foi detido na terça-feira pela Polícia Judiciária de Braga, indiciado pela prática de quatro crimes de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência.

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A alegada vítima é uma mulher de 90 anos, que o suspeito transportava para o Centro de Dia da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viatodos.

Segundo a Polícia Judiciária, os abusos sexuais terão decorrido entre julho e agosto deste ano, na residência da vítima, em Nine, concelho de Vila Nova de Famalicão.

O arguido, motorista de transporte de idosos, no momento da recolha e entrega da vítima, depois de se introduzir na respetiva residência, praticou diversos atos sexuais de especial relevo, tendo em conta a impossibilidade de resistência desta, derivada dos seus problemas de saúde”, refere um comunicado daquela polícia.

O suspeito foi presente a tribunal na quarta-feira, que lhe aplicou prisão domiciliária, com vigilância através de pulseira eletrónica.

Enquanto não estiverem instalados os meios eletrónicos necessários para essa vigilância, o suspeito fica em prisão preventiva.

No comunicado esta quinta-feira emitido, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viatodos sublinha que “não se revê” nos atos alvo das acusações veiculadas e “condena veementemente quaisquer atos que lesem os direitos e interesses dos seus utentes”.

A associação sempre pautou a sua atividade pela prestação de cuidados de excelência aos seus idosos, com respeito pela sua dignidade e segurança e assim continuará a desempenhar as suas funções daqui em diante”, acrescenta.

Diz ainda que os cidadãos “podem continuar a confiar” na instituição, “que serve a comunidade há mais de 35 anos”.