O líder do CDS-PP apontou esta quarta-feira como desafio para o centro-direita depois das eleições autárquicas “resgatar o país do socialismo”, que acusou de condenar o país “a mais corrupção” e preferir “criar mais impostos em vez de mais emprego”.

Francisco Rodrigues dos Santos falava na apresentação da candidatura coligação “Odivelas: A Mudança é Agora”, encabeçada pelo líder da concelhia do PSD Marco Pina, vereador e ex-árbitro de futebol, e que conta com o apoio de PSD, CDS-PP, Aliança, PDR, PPM e RIR (Reagir, Incluir e Reciclar).

“Enquanto líder do CDS-PP, afirmei ao meu congresso e ao país que entendia que, sempre que PSD e CDS-PP juntos pudessem derrotar a esquerda no poder, deviam concorrer coligados. É por isso que aqui estou, por saber que os nossos dois partidos (…) somando esforços, convergindo, podem apresentar uma alternativa política que clarifique a escolha dos nossos eleitores”, justificou.

Num discurso virado mais para Odivelas do que para o país, o líder do CDS-PP deixou um desafio ao centro-direita para depois das autárquicas de 26 de setembro.

Resgatar o país do socialismo que prefere mais impostos em vez de mais emprego, crescimento económico e produtividade. Um socialismo que prefere criar emprego público em vez de mais competitividade. Porque o socialismo tem condenado o país a mais corrupção e falta de transparência em vez de uma boa adequação dos dinheiros públicos”, acusou.

Rodrigues dos Santos apontou o percurso de “cidadão comum” do candidato — Marco Pina salientou ter nascido num bairro social — para desafiar o centro-direita “a ser abrangente”. “Não queremos representar apenas um nicho da sociedade, temos que falar para desde os mais humildes aos que têm mais recursos”, disse.

A apresentação de Marco Pina, que começou com mais de 45 minutos de atraso e se estendeu por cerca de duas horas, contou com intervenções do ex-líder do PSD Marques Mendes, do ex-candidato à liderança social-democrata Miguel Pinto Luz e do presidente do RIR e ex-candidato a Presidente da República, Tino de Rans, entre outros.

Marques Mendes deixou um conselho para que, em Odivelas, a coligação fale para a “esmagadora maioria dos que não têm partido”. “Só se ganham eleições aqui em Odivelas se falarmos para mais eleitores do que costumamos falar, para muito mais gente do que os nossos apoiantes tradicionais”, apelou Mendes, que foi rotulado pelo candidato Marco Pina como “uma figura maior do partido e talvez um dia muito mais do que isso“.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz, apresentado pelo ‘speaker’ como “um nome incontornável no futuro do centro-direita”, também vaticinou uma vitória em Odivelas, concelho que até esta quarta-feira sempre foi governado pelo PS.

Marco Pina, o último a discursar, acusou o socialista Hugo Martins de ser “um presidente da Câmara apagado e sem rasgo”, e deixou várias promessas: criar uma polícia municipal nos próximos quatro anos que patrulhará o concelho “24 horas por dia”, erradicar as barracas e criar dez mil novos lugares de estacionamento e autocarros gratuitos para os munícipes. “Seremos a espinha entalada na garganta de António Costa quando subir ao palanque na noite de 26 de setembro”, afirmou.

Além de Marco Pina, são candidatos à Câmara de Odivelas o atual presidente, Hugo Martins (PS), Painho Ferreira (CDU), Paulo Sousa (BE), Nuno Beirão (Chega), Nélson Silva (PAN) e Filipe de Sousa Martins (IL).

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