O Orçamento do Estado para 2022 vai ter de contar com 2,05 mil milhões de euros adicionais em despesa, que decorre de medidas tomadas noutros anos, de acordo com o Negócios. Por outro lado, há mais 371 milhões de euros em receitas. Os números foram revelados pelo Ministério das Finanças, no Quadro de Políticas Invariantes para o próximo ano, que foi enviado ao Parlamento esta terça ao final do dia.

Os gastos que constam do documento, a que o Negócios teve acesso, estão relacionados, nomeadamente, com as contratações de pessoal feitas este ano, gastos com progressões de carreira e impactos da atualização automática das pensões. Do lado da receita, o Governo poupa dinheiro nos juros que são pagos pelo Estado e terá mais coleta de IRS, por ter mais funcionários públicos.

Estes valores, no entanto, não têm ainda em consideração as novas medidas que venham a ser propostas pelo Governo nem, por outro lado, o efeito da conjuntura nos cofres do Estado, ou seja, da melhoria económica que se espera para o próximo ano. Tendo em conta que as estimativas de crescimento para 2022 rondam os 5% (a mais baixa é do FMI, que prevê 4,8%), o ministro João Leão deverá contar com mais receita fiscal e com menos despesa em prestações sociais, mitigando o efeito causado por aquela despesa adicional.

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