O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) voltou a controlar a etapa desta quinta-feira da Volta a Espanha em bicicleta, em que foi segundo, e está a três dias de se consagrar no pódio final, em Santiago de Compostela.

A 18.ª etapa terminou no Altu d’El Gamoniteiru, na Cantábria, e representava a derradeira hipótese da “concorrência” abalar o camisola vermelha, que a partir daqui tem pela frente duas etapas de média montanha e o contrarrelógio final, uma especialidade em que é muito forte.

Muitos foram os que tentaram a sua sorte, antes da escalada do Gamoniteiru – o australiano Michael Storer (DSM), o espanhol David de La Cruz (UAE Team Emirates) e o colombiano Miguel Angel Lopez (Movistar) foram, sucessivamente, os que mais se esforçaram, nesse final por entre as brumas da montanha.

Lopez ganhou isolado, em 4:41.21 horas, e, nas movimentações um pouco mais atrás, no grupo dos favoritos, Roglic não deu “um palmo de tolerância” a mais ninguém, para ser segundo a 14 segundos. O espanhol Enric Mas, da Movistar, foi terceiro, a 20 segundos.

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Roglic, Mas e Lopez eram os três primeiros da geral e confirmam esse estatuto na mais dura das montanhas desta Vuelta, com uma chegada em estreia.

O que custou acima de tudo na etapa foram os últimos 15 quilómetros, sempre a subir, com rampas entre os 10% e os 15%, que fragmentaram o pelotão em vários grupos pequenos e fizeram mesmo com que houvesse quem chegasse à meta depois do controlo fechar.

Roglic só perde tempo para o terceiro da geral e ganha aos outros todos. Vai para a parte final da Vuelta com 2.30 minutos de vantagem para Enric Mas, segundo, e 2.53 para López, terceiro.

No contrarrelógio, tem vantagem teórica, e nas etapas de sexta-feira e sábado vai contar uma vez mais com a ajuda preciosa de dois “gregários” de luxo como são o norte-americano Sepp Kuss, nono da geral, e o neerlandês Steven Kruijswijk, 14.º.

Outros candidatos, como o colombiano Egan Bernal, chefe de fila da Ineos, não tiveram ‘autorização’ para tentar a sorte. Quando Bernal acelerou, Roglic ‘colou-se’ de imediato e Mas veio logo a seguir.

Na luta pelo top-10, as novidades foram as descidas do francês Guillaume Martin (Cofidis), para nono, e do austríaco Felix Groeschartner (BORA – hansgrohe), para 13.º, a descerem quatro ‘furos’ cada.

Os dois portugueses que andam na Vuelta, Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar), nunca andaram pela frente da corrida, mas, com uma abordagem certa das grandes dificuldades do dia, ganharam lugares na classificação geral.

Rui Oliveira foi esta quinta-feira 53.º, a 21.36, e Nelson Oliveira 61.º, a 26.01, ambos na primeira metade da classificação – continuam 148 em prova.

Na geral, Rui Oliveira sobe 14 lugares e é agora 80.º (a 3:13.05 de Roglic), e Nelson sobe três, para 85.º (a 3:14.02), alternando-se uma vez mais a sua posição relativa.

Na sexta-feira, a 19.ª etapa liga Tapia a Monforte de Lemos, já na Galiza, ao longo de 191,2 quilómetros.

Prevê-se muito menos complicada que as etapas de Lagos de Covadonga ou do Gamoniteiru, mas ainda assim com três contagens de montanha no seu início, de segunda e terceira categoria.