O presidente do CDS-PP classificou este sábado como “absolutamente miserável” o valor de 100 euros proposto pelo Governo para o subsídio de risco às forças de segurança, considerando que foi perdida uma “oportunidade de repor o respeito” por aqueles profissionais.

“Soubemos ontem [sexta-feira] que o Governo decidiu atribuir uns míseros 100 euros de subsidio de risco às nossas forças de segurança, traduzindo, o Governo acha que os polícias só merecem mais 100 euros por todos os dias defenderem a nossa segurança, combater a criminalidade e promover a nossa liberdade, arriscando tantas vezes a própria vida”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, em Esposende, durante uma arruada que juntou cerca de 30 pessoas ao final desta manhã.

O líder centrista acusou ainda “as forças de extrema-esquerda que suportam” a atual “solução governativa” de procurarem “divulgar em Portugal um discurso de ódio e desrespeito permanente” pela policia, o que, disse, “lhes retira autoridade”.

“O Governo tinha agora uma oportunidade para lhes repor respeito que merecem por parte do Estado e dar uma justa compensação pelo trabalho que fazem em nome da nossa liberdade e da nossa segurança. Cem euros é um valor absolutamente miserável”, explicou.

Francisco Rodrigues dos Santos, que esteve naquele concelho do distrito de Braga para apoiar o candidato do CDS à câmara, abordou ainda as filas de espera nos hospitais, recuperando uma proposta já apresentada em 2020.

“A ministra da Saúde deve urgentemente apresentar um programa para recuperação da atividade programada do nosso serviço de saúde, para permitir que estas filas de espera para um exame ou uma consulta sejam rapidamente descongestionadas e para que não continuemos a assistir a um verdadeiro congestionamento nas emergências dos hospitais”, explicou.

“O CDS propõe neste próximo Orçamento do Estado a criação de uma via verde saúde que procure recuperar a atividade programada ao nível da saúde e permitir a cada doente que ultrapassou os tempos de espera aceder a uma consulta de especialidade, a um exame, que ultrapassou os tempos de espera no setor particular e social pago pelo Estado”, defendeu.

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