Título: A morte de Jesus
Autor: J. M. Coetzee
Tradução: J. M. J. Teixeira de Aguilar
Editora: D. Quixote
Páginas: 208
Preço: 16,60€

A morte de Jesus, de J. M. Coetzee, encerra a trilogia começada com A infância de Jesus e continuada em Jesus na escola. Analisá-lo não é fácil. Não é claro se estamos perante um evangelho distópico ou simplesmente a história de um rapaz peculiar a quem foi atribuído um sentido que não tinha, uma simbologia que lhe reenquadrasse a vida e as intenções. O protagonista aqui não é Jesus, mas David, e também no nome escolhido para a personagem fica clara a paráfrase do que já temos no título. E David é uma criança que ninguém sabe de onde vem, que parece não ser filha de ninguém e é amada por todos.

Simón tinha cruzado o oceano num barco e atingira a outra margem com David, que na altura tinha cinco anos. Chegara a uma terra desconhecida (Novilla) em busca de uma vida nova e acabara por se responsabilizar pela criança, que ali vinha sozinha. Procuraria a mãe na nova terra, mas o máximo que conseguem é que também Inés se responsabilize por ele, e os três assumem o papel de uma família.

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