Setenta e oito combatentes rebeldes e pró-governamentais morreram em recentes confrontos na província de Marib, último bastião do poder no norte do Iémen, indicaram esta quarta-feira à agência France-Presse fontes militares lealistas.

“Foram mortos 60 rebeldes Huthis — a maioria em ataques aéreos nas últimas 24 horas — e 18 soldados lealistas em confrontos nas últimas 48 horas”, declarou um responsável militar lealista, adiantando que dezenas de soldados ficaram feridos.

Outras fontes pró-governamentais confirmaram aqueles números à AFP.

Os Huthis raramente divulgam as vítimas nas suas fileiras.

Os combates entre as forças pró-governamentais, ajudadas por uma coligação militar conduzida pela Arábia Saudita, e os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, intensificaram-se nos últimos dias na província de Marib, segundo o mesmo responsável que não quis ser identificado.

Os combates concentram-se no norte e oeste da província e a coligação intensificou os ataques aéreos, acrescentou.

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Segundo os rebeldes xiitas, registaram-se pelo menos 30 ataques da coligação contra a província de Marib.

Desde a captura da capital Sanaa em 2014, os Huthis tomaram grande parte do norte e oeste do país ao governo. Em fevereiro lançaram uma ofensiva para tomarem Marib, o último bastião lealista no norte e região rica em petróleo.

A guerra no Iémen criou a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU, com dezenas de milhares de mortos e uma população à beira da fome.