O banco Millennium Bim, um dos principais de Moçambique, anunciou, esta quarta-feira, que vai retomar atividades em Palma, distrito afetado por ataques armados no norte de Moçambique, quando as condições de segurança forem criadas.

“Acredito que assim que o distrito voltar à normalidade e as condições todas estiverem criadas, a população e as instituições todas do Estado estiverem a regressar, provavelmente, nós também iremos retomar as nossas atividades”, disse José Mesquita, coordenador da zona norte do banco.

O responsável falava à comunicação social, durante uma visita a Palma para fazer o levantamento dos danos provocados pelos grupos insurgentes ao balcão do banco naquele distrito.

O ataque a Palma, junto ao projeto de gás em construção, ocorreu em 24 de março, tendo provocado dezenas de mortos e feridos.

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O distrito acolhe o projeto de exploração de gás natural liderado pela Total, o maior investimento privado em África (na ordem dos 20 mil milhões de euros), entretanto suspenso devido à insegurança na região.

Segundo José Mesquita, a parte interna do balcão de Palma é que sofreu mais danos na sequência dos ataques podendo, quando criadas as condições, ser colocado a funcionar em pelo menos 45 dias.

“[O regresso dependerá de] uma avaliação que terá de ser feita quando as condições todas de segurança estiverem asseguradas. Não podemos ter de forma alguma os nossos colaboradores aqui a correr riscos”, frisou.

Na ocasião, o coordenador avançou que o balcão do distrito de Mueda foi reaberto a 31 de agosto.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na terça-feira, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que a ação dos grupos armados resultou na morte de mais de duas mil pessoas, fuga de mais de 850 mil e destruição de centenas de infraestruturas sociais e económicas.