Sérgio Costa, candidato independente à presidência da Câmara da Guarda, disse esta terça-feira que o programa eleitoral da candidatura, que assenta em “oito grandes eixos fundamentais”, foi elaborado a pensar o futuro do município para o horizonte 2040.

“A nossa ambição é trabalhar para sermos um concelho com mais emprego, com uma economia mais forte e uma educação de excelência. Queremos viver com mais qualidade de vida e com melhor acolhimento social, tendo um melhor ambiente e melhores acessibilidades. Queremos melhores condições para uma prática desportiva mais abrangente e uma cultura acessível a todos”, afirmou, na apresentação do programa eleitoral, numa sessão realizada na Plataforma Logística.

O cabeça de lista do movimento ‘Pela Guarda’ referiu que é “com planeamento, estratégia e obra” que a sua candidatura quer “voltar a afirmar a capitalidade da Guarda, colocando as pessoas, os guardenses, como centro da ação governativa da Câmara Municipal”.

Segundo o candidato, o programa eleitoral é o resultado “da dedicação e do trabalho de uma equipa que ouviu os guardenses das mais variadas áreas e que pensou o futuro da Guarda para o horizonte 2040”.

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“É com arrojo e ambição que a nossa equipa pensou e trabalhou para que os guardenses tenham esperança no seu futuro coletivo e voltem a ter orgulho no seu concelho e na sua cidade”, assumiu.

Na opinião de Sérgio Costa, a Guarda “tem de assumir a sua capitalidade e, por isso, sede da sub-região Beiras e Serra da Estrela”.

“A Guarda tem de ser o exemplo. A Guarda tem de ser o farol e o motor da nossa região”, vincou o independente, que é ex-vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda e atual vereador sem pelouros.

O cabeça de lista do movimento ‘Pela Guarda’ referiu que o programa eleitoral é “realista, mas ambicioso”, e que contém “oito grandes eixos fundamentais para o desenvolvimento sustentado” do concelho (educação e juventude; economia e inovação; coesão social; qualidade de vida e desporto; sustentabilidade ambiental, agricultura e florestas; cultura, património e turismo; urbanismo e mobilidade; administração e gestão autárquica).

Na economia e inovação, entre outras propostas, surgem a captação de investimento e o reforço do tecido empresarial, potenciar a criação de emprego e aplicar a taxa mínima de IMI para todas as empresas, reduzir em 50% o custo das taxas de licenciamento urbanístico e a taxa da Derrama.

Instalar o Porto Seco na Guarda, duplicar a área da Plataforma Logística e do parque industrial, são outras das apostas.

Na qualidade de vida e desporto propõe-se que a Guarda seja a Capital Regional do Desporto e a criação de um Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento, entre outras ideias.

O plano inclui ainda, entre muitas outras medidas da candidatura independente, que o Hospital Sousa Martins tenha “um estatuto de paridade com o da Cova da Beira” e a continuidade da reivindicação da execução “da totalidade da obra da segunda fase” do mesmo hospital.

A autarquia da Guarda é presidida pelo PSD desde 2013, quando o partido ganhou as eleições com o candidato Álvaro Amaro, que repetiu a vitória em 2017.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PSD obteve 61,20% dos votos e cinco mandatos autárquicos, e o PS obteve 23,35% e elegeu dois vereadores.

O município é presidido, desde abril de 2019, por Carlos Chaves Monteiro, que substituiu Álvaro Amaro quando este foi para o Parlamento Europeu.

Na Guarda, para além de Sérgio Costa, são candidatos à liderança do município Carlos Chaves Monteiro (PSD), Luís Couto (PS), Pedro Narciso (CDS-PP), Honorato Robalo (CDU), Jorge Mendes (BE) e Francisco Dias (Chega).