O candidato do CDS-PP à presidência da Câmara da Guarda, Pedro Narciso, defendeu esta quarta-feira a criação de uma agência que capte investimento para o concelho e uma autarquia “muito competitiva do ponto de vista fiscal”.

“Elencámos o investimento e o emprego como o objeto fundamental dos nossos eixos programáticos. E porquê? Porque nós até podemos ter a melhor saúde, a melhor educação, podemos ter os melhores serviços de ação social, mas se não tivermos emprego, possivelmente ninguém se fixará”, afirmou o candidato do CDS-PP à agência Lusa, no final de uma reunião com a Associação Empresarial NERGA.

Se for eleito presidente, Pedro Narciso pretende “criar, com sinergias com o NERGA e com outras associações do setor e com os próprios empresários individualmente, formas de atrair investimento, dar novo ânimo e, se calhar, catapultar todos aqueles que já cá estão para outros patamares do investimento”.

A visão do CDS-PP é convergente com a da direção do NERGA, considerando o candidato que a Guarda “deve ser muito competitiva do ponto de vista fiscal”.

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“Devemos ver onde conseguimos baixar IMI’s, onde conseguimos baixar Derrama, que são impostos municipais e que dependem exclusivamente da vontade do município. Devemos criar uma agência de investimento que procure ativamente o investimento para esta região”, apontou.

Segundo Pedro Narciso, a agência de investimento “não precisa de ser uma organização que tem um gabinete com pessoas”.

“É a própria figura do presidente da Câmara, a figura do presidente do Nerga [e] de outras associações empresariais, que se juntam e que conseguem essas sinergias, sem haver custos associados, e que vão ativamente procurar oportunidades”, esclareceu.

Para o candidato do CDS-PP, a Guarda também necessita de especialização tecnológica, “precisa de saber onde é que pode fazer a diferença”.

Lembrou que nas eleições autárquicas de 2017 “falou-se no cluster tecnológico das empresas do ramo automóvel, mas nada aconteceu”.

Na opinião do cabeça de lista, as instituições de ensino superior e profissional também terão de ter respostas vocacionadas para as necessidades do mercado.

“Acreditamos que, assim, vamos conseguir capitar novos empresários, catapultar investimento e tornar a Guarda uma cidade que poderá crescer e ter mais riqueza”, disse.

Apontou, ainda, custos de contexto (nomeadamente com energia e acessibilidades), referindo que é preciso continuar a batalhar para que “sejam esbatidos”, como é o caso das portagens nas autoestradas A23 (Guarda-Torres Novas) e A25 (Aveiro-Vilar Formoso).

A autarquia da Guarda é presidida pelo PSD desde 2013, quando o partido ganhou as eleições com o candidato Álvaro Amaro, que repetiu a vitória em 2017.

Nas eleições autárquicas de 2017 o PSD obteve 61,20% dos votos e cinco mandatos autárquicos, e o PS obteve 23,35% e elegeu dois vereadores.

O município é presidido, desde abril de 2019, por Carlos Chaves Monteiro, que substituiu Álvaro Amaro quando este foi para o Parlamento Europeu.

Na Guarda, além de Pedro Narciso, são candidatos à liderança do município Sérgio Costa (independente), Carlos Chaves Monteiro (PSD), Luís Couto (PS), Honorato Robalo (CDU), Francisco Dias (Chega) e Jorge Mendes (BE).

ASR // JEF

Lusa/Fim