Espetáculos e performances de sete criadores, uns emergentes e outros consagrados, oficinas e conversas fazem parte do programa deste ano do Festival Internacional de Dança Contemporânea (FIDANC) em Évora, que arranca esta quinta-feira, revelou a organização.

Promovido pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), o evento decorre até 2 de outubro, ao vivo, em diversos espaços da cidade alentejana, mas também em formato ‘online’.

O Teatro Garcia de Resende, a Black Box da Companhia de Dança Contemporânea de Évora e a Praça do Giraldo são os palcos escolhidos para a edição deste ano do festival, que contempla ainda sessões de vídeo dança e encontros e conversas.

A coreografia “Sopa de Jerimu”, da criadora Graça Ochoa, direcionada para a infância e para público em contexto familiar, dá hoje o “pontapé de saída” do FIDANC, com sessões às 10h30 e às 14h30, na Black Box da companhia alentejana.

“Encómio | Aos ossos, à bravura e ao sono dos cetáceos” é o título da obra coreográfica que o “criador emergente” Flávio Rodrigues leva a Évora, esta sexta-feira e sábado.

O também “criador emergente” Gonçalo Almeida Andrade apresenta, no sábado, em várias sessões ao longo do dia, a sua mais recente criação, “When the Fear Becomes a Virtue”.

Outro dos espetáculos programados, com ‘assinatura’ da coreógrafa Nélia Pinheiro, da CDCE, intitula-se “Chico”, visando homenagear o percurso do músico brasileiro Chico Buarque.

Este espetáculo, no sábado à noite, no Teatro Garcia de Resende, tem a participação especial do Nuno Bastos Trio, que vai interpretar a música ao vivo.

As outras propostas do FIDANC 2021 são “Vasto”, de Amélia Bentes (dia 25), um projeto em coprodução com a CDCE, “Exposição”, projeto artístico de Costanza Givone (1 de outubro), e “Yellow Puzzle Horse”, de Dinis Machado (2 de outubro).

As obras coreográficas escolhidas para o programa são de “criadores emergentes e criadores com percurso, cujas áreas de trabalho têm como foco as dimensões do corpo, do movimento, da dança contemporânea e da linguagem coreográfica, no cruzamento com outras áreas artísticas e de pensamento”, explicou a CDCE.

As iniciativas em cartaz têm como objetivo, “através da dança contemporânea, devolver alguma normalidade à vida”, afetada pela pandemia de Covid-19, frisou a organização, em comunicado.

“Para a infância, além do espetáculo de abertura, criámos conteúdos nas plataformas ‘online'”, os quais são direcionados para os mais novos e suas famílias, para serem vistos “em casa ou na escola”, referiu a CDCE, indicando que vão ter também lugar, à distância, conversas com os alunos sobre os espetáculos.

O FIDANC é um evento anual que, desde 1998, apresenta a dança contemporânea na cidade de Évora, “impulsionando a dinâmica cultural urbana”, disse a companhia.

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