Não foi o melhor desfecho mas também esteve longe de ser um “desfecho”: depois de ter começado a Volta ao Luxemburgo com uma vitória e a correspondente camisola amarela, João Almeida perdeu a liderança da prova na sequência de um ataque vencedor de Marc Hirschi mas nem por isso descolou muito do primeiro lugar pelos três segundos de bonificação no final da segunda de três voltas ao circuito entre Steinfort e Esch-sur-Sêre e pela segunda posição da etapa que lhe valeu mais seis segundos extra.

Agora, que venha o contrarrelógio decisivo: João Almeida perde amarela mas reforça favoritismo na Volta ao Luxemburgo

Contas feitas, e à entrada para terceira etapa entre Mondorf-les-Bains e Mamer, o português da Deceuninck Quick-Step ocupava o segundo posto da geral a quatro segundos do suíço que será seu companheiro a partir da próxima época na UAE Team Emirates e com uma vantagem confortável em, relação a alguma da concorrência mais direta (15 segundos de Gaudu, 19 de Pinot, 29 de Quintana ou 31 de Mollema) tendo em conta as características da quarta tirada que se realiza esta sexta-feira, um contrarrelógio de 25,4km em Dudelange à medida do corredor de A-dos-Francos. Ainda assim, faltavam estes 189,3km desta tarde.

Uma, duas, quatro: João Almeida continua a somar vitórias em 2021 e consegue amarela no arranque da Volta ao Luxemburgo

Além do bom trabalho de Mattia Cattaneo ou Fausto Masnada, João Almeida mostrara na véspera que é hoje um corredor mais experiente na avaliação que faz aos finais de corrida, algo que já tinha ficado bem expresso nas subidas da última semana do Giro onde só não conseguiu melhor do que um sexto lugar na geral por uma etapa de pesadelo ainda na fase inicial. Foi isso que lhe permitiu, na altura de todos os cortes da última subida, resistir aos ataques que foram aparecendo, agarrar o grupo de Gaudu e Pinot para ir diminuindo o fosso para Hirschi e agarrar depois a segunda posição. Era isso que tentaria fazer prevalecer nesta terceira etapa, que sendo feita para uma chegada ao sprint poderia trazer problemas.

No final da etapa, tudo na mesma e com uma fuga que chegou a poder ser decisiva a ser anulada no último quilómetro, dando condições a Sacha Modolo terminar na frente ao sprint (a Alpecin conseguiu a sua 28.ª vitória), vencendo a concorrência direta de Benoit Cosnefroy e Eduard Michael Grosu, que fecharam o pódio da etapa. Na frente, tudo na mesma com João Almeida a ser segundo da geral a quatro segundos de Hirschi (e com os mesmos 15 segundos de avanço em relação a Gaudu) e líder da camisola azul dos pontos com mais três do que o helvético (36-33). É de azul que o português parte para o contrarrelógio, é também de amarelo que espera terminar essa quarta e penúltima etapa da Volta ao Luxemburgo.

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