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O jogo do Tottenham de Nuno Espírito Santo esta tarde no campo do Rennes, no arranque da fase de grupos da Conference League, acabou por ficar marcado não pelo resultado mas pelo impacto provável que pode ter na saúde do plantel. É que o próximo jogo é com o campeão europeu Chelsea, no clássico londrino, e existem agora algumas variáveis desconhecidas, visto que os spurs tiveram dois jogadores importantes que saíram por lesão.

” O Rennes representa um desafio muito duro para nós, e temos de estar ao nível das expetativas”, disse o treinador português na antevisão. E tinha razão.

Mas do início. Espírito Santo, tal como tinha feito com o Paços de Ferreira, mas sem tantas “reservas”, apresentou um onze com algumas segundas escolhas mas, mesmo assim, com jogadores como Lucas Moura, Bryan Gil ou o capitão e figura maior Harry Kane. Entrando bem no jogo, a equipa inglesa colocou-se em vantagem através de um autogolo de Bade, logo aos 11′. A equipa francesa, que reagiu bem à desvantagem e muito, muito animada pelo seu público, acabou por empatar através de Tait, dez minutos depois. Seria preciso quase uma hora de jogo para ficar garantido o primeiro empate da época para a equipa do técnico português, mas até lá muita coisa correu mal ao Tottenham.

Logo à meia hora de jogo foi Bergwijn a sair lesionado do encontro, tendo sido substituído por Höjbjerg, que viria a estar em destaque mais tarde. E já na segunda parte, depois de aos 54′ sair Harry Kane, sem queixas físicas visíveis, foi Lucas Moura a ter de deixar o relvado devido a uma lesão, exatamente ao mesmo tempo que saía de campo a estrela inglesa.

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A faltar menos de 20′ para o jogo, Laborde aproveitou uma recarga para encostar para o golo, mas Höjbjerg empatou o encontro logo de seguida. Em suma, é possível perceber que a prioridade dos spurs está já no fim de semana no confronto com o Chelsea e, em princípio, esta Conference League terá sempre onzes “mistos” por parte de Nuno Espírito Santo. Mesmo assim, o plantel à disposição do português é forte e não é por entrarem alguns suplentes que a equipa perde valor. O Rennes, por seu lado, encarou o Tottenham como a equipa grande que é, mas não se deixou amedrontar, estando algumas vezes por cima do encontro e merecendo claramente ganhar um ponto.

Com Cristian Romero, Davinson Sanchez e Giovani Lo Celso a voltarem do “passeio” América do Sul-Croácia (chegam a Inglaterra 24 horas antes do jogo) devido à Covid-19 e terem representado os seus países nas eliminatórias de acesso ao Mundial, o treinador português tem ainda mais dúvidas e lesões, devido à condição física de Son e Dier.

O Tottenham arrancou o campeonato com três vitórias por 1-0, frente a Manchester City, Wolves e Watford, mas no último jogo que fez na Premier League foi “despachado” pelo Crystal Palace por claros 3-0. Antes dessa derrota, contudo, Nuno Espírito Santo foi eleito treinador do mês de agosto. “É um privilégio e estou muito agradecido. Digo sempre que isto se deve ao trabalho árduo dos jogadores. Eles trabalharam bem na pré-época e isso deu-nos a capacidade de competir bem neste início de época”, afirmou então.

Agora, para o bem e para o mal, segue-se o poderoso Chelsea, num encontro tão vibrante para jogadores, treinadores e adeptos, que mesmo tendo os blues favoritos, essa vantagem teórica fica à porta do túnel quando a bola começa a rolar no relvado. No entanto, e o balanço da ronda europeia não foi o melhor: um ponto, duas lesões e mais problemas para Nuno Espírito Santo.