Ao longo dos tempos o ser humano assumiu-se como o único animal com a perceção clara da sua mortalidade enquanto o resto dos animais vivem livremente sem a consciência de que algum dia a sua vida acabará. Contudo, já por diversas vezes ficou comprovado os animais podem ter algumas semelhanças por aproximação com as características humanas, desde a utilização de ferramentas até à capacidade de sentir e agirem moralmente.

Susana Monsó, da Universidade de Medicina Veterinária em Viena, afirma ao jornal El Espanõl que “os comportamentos de luto são mais direcionados” para os animais “adultos”, uma vez que as espécies adolescentes preferem “inspecionar o corpo” e às vezes agredi-lo como sinal de frustração por ainda não entenderam bem o conceito da morte devido à idade.

Quer queiramos ou não os seres humanos não são uma espécie isolada e diferente, somos apenas mais um animal” salienta Monsó.

Os elefantes são uma espécie conhecida pelos seus rituais fúnebres presentes na sua cultura e são muito semelhantes aos dos seres humanos. Por exemplo, no vídeo abaixo reproduzido podemos observar os elefantes jovens a inspecionar o corpo e a subir para cima do mesmo — atos que, de acordo com a especialista, representam “sinais de dor”. O toque também é muito utilizado nestas ocasiões, nomeadamente o toque com as trompas no corpo — o que que simboliza uma contemplação silenciosa.

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