O candidato do Partido Democrático Republicano (PDR) à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas marcadas para dia 26 criticou esta quinta-feira a atual criação de ciclovias e exigiu “estudos de viabilidade”.

Após uma reunião com o ACP — Automóvel Clube de Portugal, Bruno Fialho disse à Lusa, via telefone, que esta instituição — que “ao contrário da Câmara Municipal de Lisboa, quando faz estudos, faz estudos sérios” — concordou com as críticas que o seu partido tem apontado às ciclovias da capital.

“Estamos em uníssono”, resumiu, apontando que as ciclovias estão a ser “construídas sem qualquer respeito” pelos moradores e que “não são seguras nem sequer para os ciclistas, nem para os condutores, nem para os pedestres também”.

As ciclovias — reiterou — “estão realmente mal construídas, mal desenhadas e inseguras para toda a gente”, ao que acresce que “os locais [escolhidos] também não são os melhores”.

Mas, “como têm de construir os 200 quilómetros de ciclovias, aquilo vai tudo a eito”, critica.

Na reunião com o presidente do ACP, Carlos Barbosa, o PDR abordou também a “situação catastrófica provocada pela EMEL [Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa], que ultrapassa as suas funções”.

Entre as propostas alternativas do PDR estão a construção de silos automóveis, “nos tantos locais abandonados” da cidade.

“Lá fora, já ninguém proíbe os carros de entrarem nas cidades, do que se fala agora é como é que vamos arrumar os carros”, realça.

Responsabilizando o executivo camarário, liderado por Fernando Medina (PS), pela maciça entrada de carros em Lisboa, ao não garantir habitação acessível dentro da cidade, Bruno Fialho contestou: “Andamos a expulsar lisboetas para depois dizer que também não podem entrar de carro e não podem vir trabalhar de carro”.

O candidato disse ainda que “fechar a Baixa não traz nada de positivo à cidade, pelo contrário, não reduz a poluição pelo contrário, e provoca a estagnação da própria economia”.

Bruno Fialho, tripulante de cabine de 46 anos, é um dos doze candidatos à autarquia da capital, onde nasceu e viveu até atingir a maioridade.

Nas eleições mais recentes para a Câmara de Lisboa (2017), a coligação PDR/JPP obteve 809 votos (0,32%), não elegendo qualquer vereador. O partido também não tem representação na Assembleia Municipal.

Além de Bruno Fialho, concorrem às eleições autárquicas do dia 26 Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Liber (movimento Somos Todos Lisboa).

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