Obrigado por ser nosso assinante. Usufrua de leitura ilimitada deste e de todos os artigos do Observador.

Os internamentos associados à Covid-19 nos hospitais portugueses estão a descer há quatro dias consecutivos, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico. Depois de domingo e segunda a tendência de diminuição dos internamentos ter sido quebrada, esta sexta-feira o número de doentes hospitalizados voltou a cair.

Há agora 474 pessoas internadas, menos 23 do que ontem, sendo que 97 delas estão em unidades de cuidados intensivos (são menos seis face ao dia anterior). À exceção desta quinta-feira, a última vez que os internamentos estavam abaixo da fasquia dos 500 foi a 29 de junho (492).

Nas últimas 24 horas, segundo o boletim divulgado esta sexta-feira, foram registadas mais 1.023 infeções pelo coronavírus em Portugal (ontem tinham sido 1.062) e há mais sete mortes a lamentar. Há quatro dias que Portugal regista mais de 1.000 casos — a 13 de setembro foram 458. 

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A incidência nacional, que estava nos 191,1 casos de infeção por 100 mil habitantes, desceu para 173,1. Já o R(t), há dois dias nos 0,84, passou para 0,83. Na matriz de risco, o país está cada vez mais próximo da zona verde mas, para já, mantém-se a amarelo.

Tanto a região Norte e como a de Lisboa e Vale do Tejo registam praticamente o mesmo número de novos casos: são 372 na primeira e 374 na segunda, com o boletim diário da DGS a trazer esta sexta-feira uma espécie de empate.

Na região Centro, nas últimas 24 horas, foram registados mais 143 casos positivos, no Algarve 78. O Alentejo conta com mais 37 novos infetados; a Madeira com 13; e Açores com seis — assim fica completa a distribuição dos novos casos pelo território nacional.

Nas últimas 24 horas morreram seis homens e uma mulher. Desde segunda-feira, com os sete óbitos registados hoje, foram 34 as pessoas que morreram em Portugal com problemas associados à Covid-19. Desde o início da pandemia já morreram 17.895 pessoas com Covid-19.

Esta sexta-feira morreram três pessoas em Lisboa e Vale do Tejo, duas no Norte, uma no Centro e uma última no Algarve — só uma era do sexo feminino (e tinha mais de 80 anos). Os restantes seis óbitos registados nas últimas 24 horas têm uma distribuição etária algo atípica: morreu um homem em cada faixa etária, a partir dos 40 anos e até aos 70, e dois acima dos 80.

Para um total de casos de infeção de 1.060.432, Portugal tem agora 1.007.911 recuperados, mais 1.555 só nas últimas 24 horas — o que significa que 95% dos infetados já ultrapassaram a doença. Neste momento há 34.626 casos de infeção ativa no país, menos 539 do que ontem. Contactos em vigilância são 31.704, menos 811 do que nas 24 horas anteriores.

Não há nenhum concelho no nível mais alto de risco (quase metade têm risco baixo)

Nas primeiras duas semanas de setembro, até dia 15, a incidência cumulativa nos concelhos em Portugal continental e insular não chegou à categoria mais alta, acima de 960 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, correspondente a um nível de risco extremamente elevado.

Na categoria de risco imediatamente a seguir — nível muito elevado — com incidências entre os 480 e os 959,9 novos casos por 100 mil habitantes estão oito concelhos, dos quais cinco são de baixa densidade — poucos casos em regiões com poucos habitantes podem originar incidências altas. De referir que três dos oito concelhos estão no Algarve.

De resto, há 37 concelhos na categoria de risco elevado (de 240 a 479,9 casos por 100 mil habitantes), 114 com risco moderado (de 120 a 239,9 casos por 100 mil habitantes) e 149, quase metade dos concelhos, com menos de 120 casos por 100 mil habitantes.

Todas as sexta-feiras, a Direção-Geral da Saúde divulga a incidência cumulativa a 14 dias no vários concelhos do país, classificando-a de acordo com as utilizadas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.

Concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto com risco baixo a moderado

Os 15 concelhos com densidade populacional mais alta (segundo o Censos 2011) estão todos na categoria de risco baixo a moderado, abaixo dos 240 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias. São João da Madeira tem a incidência mais alta, com 222 casos por 100 mil habitantes.

Todos os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto estão também abaixo dos 240 casos por 100 mil habitantes. Na AML, o concelho com maior incidência é Lisboa (188 casos por 100 mil habitantes), seguido de Amadora e Cascais (ambos com 182).

Na AMP, o concelho com maior incidência é, como já se viu, São João da Madeira, seguido de Oliveira de Azeméis (208 casos por 100 mil habitantes) e Porto (197).