A procuradora Ana Carla Almeida não desiste de lutar pela anulação do processo que levou à seleção do seu colega José Guerra para a Procuradoria Europeia, por entender que o mesmo “fere gravemente a independência e a reputação” do órgão que vai investigar crimes contra os interesses financeiros da União Europeia (UE).

Em comunicado enviado ao Observador, a magistrada do Departamento Central de Investigação e Ação Penal explica que decidiu recorrer esta sexta-feira da decisão do Tribuna Geral da UE de 9 de julho — que rejeitou a sua queixa inicial — para o Tribunal de Justiça da União Europeia. O objetivo é simples: “pretendo, como desde o primeiro momento, que seja objetiva e imparcialmente avaliada a intervenção do Governo português na escolha do Procurador de nacionalidade portuguesa, que a meu ver fere gravemente a independência e a reputação da recém-criada Procuradoria Europeia”, lê-se no comunicado.

Tribunal da UE rejeita queixa de Ana Carla Almeida contra nomeação de José Guerra

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