O mais recente relatório de Linhas Vermelhas elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), assinala a tendência decrescente a nível nacional face ao número de novos casos, mas não só.

Também o R(t) continua, à semelhança da semana passada, a apresentar um valor inferior a 1 (0,83) — o valor médio do R(t) apresenta uma diminuição em todas as regiões do continente. Embora nenhuma região tenha apresentado uma incidência superior ao limiar de 480 casos em 14 dias por 100.000 habitantes, o Algarve mantém o valor de incidência mais elevado (378).

Linhas Vermelhas. R(t) inferior a 1 em todas as regiões de Portugal Continental, o que já não acontecia desde 7 de maio

Tendo em conta o grupo etário das pessoas com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias foi de 94 — também aqui a tendência decrescente é a nível nacional. O grupo dos 20 aos 29 anos registou a incidência cumulativa mais elevada (291 casos por 100 000 habitantes).

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A mesma tendência decrescente é registada no número de casos de internamento em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), que corresponde “a 40% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas” — na semana passada era 50%. O grupo etário com maior número de casos em UCI corresponde às pessoas com idades compreendidas entre os 60 aos 79 anos (57 casos a 15 de setembro).

Também a mortalidade específica por Covid-19 — 11,9 óbitos em 14 dias por 1.000.000 habitantes — apresenta “uma tendência estável decrescente”. É um decréscimo de 16% relativamente à semana anterior (14,1 por 1 000 000).

A Delta, originária da Índia, é a variante dominante em todas as regiões do país, “com uma frequência relativa de 99,7% dos casos avaliados na semana 35/2021 (30 de agosto a 5 de setembro) em Portugal”.