Poder-se-á dizer que por causa de Peter Madsen todos os prisioneiros dinamarqueses condenados a prisão perpétua vão pagar: durante os dez primeiros anos da pena, vão estar impedidos de estabelecer contacto, por telefone, carta, e-mail ou qualquer outra plataforma online, com pessoas que não fizessem já parte do seu círculo antes de serem detidos. Tudo para não terem qualquer hipótese de começar novos romances — pelo menos não com pessoas incautas e desconhecidas.

Em causa está uma lei, apresentada pelo governo social-democrata e secundada pela oposição de centro-direita, que deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2022. “Nos últimos anos temos visto exemplos desagradáveis de presos que cometeram crimes vis e contactaram jovens com o objetivo de conquistar a sua simpatia e atenção. Isto tem obviamente de ser parado”, justificou o ministro da justiça, Nick Hækkerup. Para além de impedir o florescimento de novas relações, a lei vai também proibir estes reclusos de longa duração de partilharem informação sobre os crimes que cometeram na Internet ou de tecerem comentários sobre eles em podcasts. As prisões não devem funcionar como “centros de encontros ou plataformas para se gabarem sobre os seus crimes”, acrescentou ainda o ministro.

Quem é “Foguetão” Madsen, o desenhador de submarinos que terá desmembrado o corpo de uma jornalista

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