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Vladimiro Feliz escolheu a praia do Ourigo, na Foz, como o último destino das ações de campanha desta sexta-feira, no Porto. E trouxe companhia: Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do Ambiente, veio ver a polémica obra de betão que começou a ser construída naquele local — uma construção que o PSD denunciou e que em julho foi suspensa pela Agência Portuguesa do Ambiente. “É uma construção de betão que o mar acabará por levar”, alertou Vladimir Feliz.

Acompanhado dos vários militantes e com música de campanha como banda sonora do passeio, o candidato social-democrata por várias vezes ouviu buzinadelas de apoio dos carros que passavam e até um “good luck” (boa sorte) de turistas que estavam naquela zona. Em frente à obra de betão, Vladimiro Feliz relembrou o Plano de Ordenamento da Orla Costeira, que prevê várias demolições junto às praias. E questionou: “Como é que temos um plano que ordena que nada se construa na praia e quando esse programa está para entrar em ação se constrói uma coisa destas?”

Apesar de se mostrar confiante numa vitória do PSD nas eleições autárquicas, o social-democrata alertou para que, caso não se vença, “não se feche os olhos e não aconteça algo que só está a ser seguro até ao momento eleitoral”. Se for eleito, a decisão está tomada: “Connosco, o que está prometido é que esta obra é para reverter e para demolir. Embora não seja responsabilidade da Câmara do Porto, um presidente de câmara tem a obrigação de preservar a sua cidade, de alertar as entidades centrais ou locais para que não façam atentados como este nas nossas praias”.

Se Rui Moreira “é passado” e apenas se recandidata “para fechar as obras que tem em curso”, Vladimir Feliz garante ser o futuro. As visitas à cidade de ministros “que nada têm a ver com o Porto” também não foram esquecidas e para João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, ficou o desafio: “Convidava-o a visitar esta obra e a dizer a todos os portuenses o que vai acontecer a curto prazo com ela”.

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Jorge Moreira da Silva, que veio de Lisboa de carro elétrico, não quis falar de mais nada a não ser de eleições autárquicas (é um potencial candidato às eleições internas) e da obra que estava à sua frente. Ressalvou que não conhece a natureza do projeto na praia do Ourigo, mas não tem dúvidas de que “edificações como estas são completamente anacrónicas, num tempo de alterações climáticas e de riscos severos e extremos” e que “seguramente não contribui para a redução de riscos e não potencia o aumento de oportunidades”.

Sobre Vladimiro Feliz, o antigo ministro de Pedro Passos Coelho reforça a “visão, experiência e perfil” do candidato social-democrata na sua ligação a temas como a sustentabilidade. “É um grande campeão do crescimento e do desenvolvimento sustentável. E nós precisamos de presidentes de câmara que sejam campeões nacionais e mundiais do crescimento e desenvolvimento sustentável”.