O empresário americano do imobiliário, Robert Durst, foi condenado esta sexta-feira pelo assassinato da sua melhor amiga. O milionário que foi alvo de um documentário exibido no canal HBO foi considerado culpado da morte de Susan Berman, de 55 anos, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sua casa de Beverly Hills no ano de 2000.

O motivo do homicídio foi impedir que a amiga revelasse às autoridades informações sobre o desaparecimento da mulher de Robert Durst. No último episódio do documentário The Jinx, ouve-se o milionário a murmurar para si próprio: “Que diabo fui fazer? Matei-os a todos claro”.

A série que poderá ter resolvido um crime sem solução

Horas antes de ser mostrada a última parte do documentário, cuja exibição em 2015 terá sido determinante para a resolução do crime, Durst foi detido em Nova Orleães, tendo sido acusado do homicídio de Susan Berman. De acordo com a BBC, os procuradores que acusaram o milionário de 78 anos chamaram-se um “psicopata narcisista”.

A vítima era uma escritora de histórias policiais e chegou a falar como porta-voz de Durst quando a mulher desapareceu e o empresário se tornou no principal suspeito. A primeira mulher do milionário, uma estudante de medicina, está. desaparecida desde 1982 e presume-se que morta.

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Numa audição do julgamento, o advogado de Durst chegou a usar imagens do filme de 2010 intitulado All Good Things inspirado no seu casamento e que é protagonizado por Ryan Gosling e Kirsten Dunst. No filme realizado por Dick DeGuerin, que foi também o autor do documentário para a HBO, o empresário é retratado como um assassino.