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Empate com o Famalicão, empate no clássico com o FC Porto, derrota com goleada frente ao Ajax no tão ansiado regresso à Liga dos Campeões. A versão Sporting de Rúben Amorim encontrava talvez a espiral mais complicada de resultados e o encontro seguinte não prometia facilidades, ou não estivesse o Estoril no início da jornada num surpreendente segundo lugar à frente dos leões. A vitória era fundamental, a forma de chegar a esse mesmo triunfo acabou por consolidar a recuperação depois de uma série negativa.

O exemplo de Porro coloca tudo na Linha (a crónica do Estoril-Sporting)

À semelhança do que acontecera na época passada após a goleada sofrida diante do LASK Linz, o Sporting ganhou logo o jogo seguinte (antes tinha sido no Algarve com o Portimonense) e voltou a não sofrer golos, naquele que foi apenas a terceira partida em oito com folha branca de Adán. E a diferença acabou por trazer um capítulo de história ao triunfo na Amoreira escrito pelo lateral espanhol Pedro Porro, como explica o Playmakerstats: há mais de 50 anos que um defesa não dava a vitória aos leões no Campeonato de grande penalidade, algo que aconteceu só com Morais (em 1962 e 1968) e Lúcio (1960).

“Era muito importante regressar as vitórias. Foram três dias complicados de digerir, foi das semanas mais difíceis que tivemos neste clube. O grupo está de parabéns porque soube reagir muito bem. Queríamos ganhar este jogo com o Estoril para dar uma resposta e demonstrarmos aos adeptos que estamos juntos. Não são todos os adeptos que batem palmas no fim depois do jogo que tivemos [com o Ajax]. Há que realçar que estamos todos juntos e voltámos às vitórias”, começou por referir João Palhinha, considerado pela Liga o melhor jogador em campo, na zona de entrevistas rápidas da SportTV.

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“Era muito importante. Queríamos ao máximo poder ganhar para dar a vitória aos adeptos e sentirmo-nos melhor connosco próprios,mister disse no balneário antes do jogo e é verdade. Vamos quase em 50 jogos e o número de derrotas fala por si. Isto é um bom sinal, que o clube está diferente do que estava no passado. O perder não satisfaz ninguém. Temos de continuar com esta alma vencedora que faz parte de quem joga neste clube”, prosseguiu o internacional português entre elogios ao Estoril.

“Criou dificuldades, têm uma excelente equipa, mas creio que fomos superiores durante todo o jogo. Fizemos um bom jogo. Poderíamos ter feito mais golos, especialmente na primeira parte, mas o importante é a vitória. Atual momento pessoal? Sinto-me feliz, estou sempre a dar o meu melhor. É assim que penso todos os dias: ter a consciência tranquila, dar o máximo todos os jogos e continuar a crescer como tem vindo a ser o meu caminho até aqui”, concluiu o médio, numa opinião partilhada por Rúben Amorim.

“É uma vitória num terreno difícil depois de um momento difícil. A forma como entrámos, não me lembro de ocasiões do Estoril. Aprendemos muito com o jogo de Famalicão. Podíamos ter feito golos na primeira parte, na segunda também, mas a vitória é inteiramente justa. Foi importante pelos jogadores, vivem muito o dia a dia. Ainda não passámos por momentos muito maus e tínhamos esta série depois de um jogo difícil a meio da semana. Podemos ser muito melhores mas fomos justos vencedores. A maior parte do trabalho está feita durante a semana, depois no jogo tento passar energia para eles, alguns pormenores. A forma como entraram, perceberam o jogo e bloquearam o adversário”, comentou.

“Vitória antes do FC Porto? Nós temos de olhar para nossos jogos. A equipa queria dar boa resposta, queríamos demonstrar a equipa que costumamos ser e depois de uma derrota pesada foi importante a forma como jogámos”, acrescentou ainda o treinador do conjunto verde e branco.