O candidato do PSD à liderança da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, disse esta segunda-feira ter a “garantia plena” de uma proposta para a recuperação e reabertura do Hotel de Turismo, que está encerrado desde 2012.

Carlos Chaves Monteiro disse esta segunda-feira à agência Lusa que, recentemente, teve o contacto de um empresário “que representa um grupo de excelência na hotelaria portuguesa”, que garantiu “cara a cara” que estará na primeira linha para assumir a requalificação do edifício.

“Isto é uma garantia clara, sem prejuízo de haver outras propostas”, disse o candidato, no arranque de mais um dia de campanha eleitoral, iniciado com uma visita à Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca.

O Governo lançou, em julho, um novo concurso, no âmbito do programa Revive, para a concessão do antigo hotel, que está encerrado desde 2012.

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Segundo o social-democrata, que tem tido contactos com o Turismo de Portugal (TP), o dia 23 de novembro é a data limite para apresentação de propostas.

“Neste momento, sei que não há ainda nenhuma proposta apresentada ao TP, mas posso afirmar claramente que, das várias soluções possíveis, uma delas é a garantia plena de que o hotel irá abrir e haverá uma proposta que vai exatamente nesse sentido”, garantiu.

O candidato também aludiu aos dados dos Censos 2021, sublinhando que, “no contexto de perda de população no interior do país”, o concelho da Guarda recuperou população nos últimos anos.

“De 2019 para cá o concelho ganhou mil novos habitantes, uma consequência das políticas municipais de desenvolvimento que pusemos em marcha”, disse o atual autarca.

Se for eleito presidente, anunciou que abrirá vagas no quadro de pessoal “com vista ao alargamento do mapa de pessoal e à progressão, a curto prazo, de mais de 60 trabalhadores”.

Por outro lado, Jorge Barreto Xavier, ex-secretário de Estado da Cultura e candidato à presidência da Assembleia Municipal pelo PSD, criticou a candidata do PS, Ana Mendes Godinho, por também ser ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

“A função de membro do Governo deve ser exercida a tempo inteiro. É uma função exclusiva. É impossível ser membro do Governo e, ao mesmo tempo, ter outras funções públicas. Pois é isso que a ministra quer. A ministra quer, ao mesmo tempo, ser membro do Governo e ser presidente da Assembleia Municipal”, declarou.

Na sua opinião, isto significa que, “ou vai cumprir mal a função como membro do Governo, ou vai cumprir mal a função como presidente da Assembleia Municipal”.

“E, no momento em que o país atravessa uma crise como aquela que é a situação pandémica, com níveis elevados de desemprego e de necessidades sociais, a ministra do Trabalho (…), como é que pode sequer pensar em ter outras atividades que não seja dedicar-se a nível nacional a resolver os problemas dos portugueses nas áreas da sua competência”, afirmou.

Disse também não perceber o lema do PS “Liderar a região, ter voz no país”, porque a ministra, sendo membro do Governo, confunde dois planos de poder, o nacional e o local, o que considera “absolutamente inaceitável”.

Na Guarda, para além de Carlos Chaves Monteiro (PSD) são conhecidas as candidaturas de Luís Couto (PS), Sérgio Costa (independente), Francisco Dias (Chega), Honorato Robalo (CDU), Jorge Mendes (BE) e Pedro Narciso (CDS-PP).