O candidato do PSD à Câmara de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, quer que seja encontrada, “o quanto antes”, uma “solução definitiva” para as galerias inacabadas na Calheta Pêro de Teive, defendendo um projeto que “reúna o máximo consenso”.

“Esta visita é simbólica porque, se ganharmos as eleições, como esperamos, a partir do dia 26 de setembro, o executivo camarário não vai permitir que esta situação continue como está e vamos exercer toda a nossa influência junto do Governo Regional e do promotor para devolver este espaço aos cidadãos de Ponta Delgada e aos cidadãos da Calheta”, afirmou esta segunda-feira Pedro Nascimento Cabral, em declarações à agência Lusa.

O candidato falava no âmbito de uma visita às galerias comerciais da Calheta Pêro de Teive, uma obra inacabada que ocupa um espaço nobre da cidade de Ponta Delgada.

Em fevereiro, a autarquia arrancou com a demolição parcial das galerias, nomeadamente a parte que não estava devidamente licenciada.

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Este processo referente às galerias arrasta-se desde 2008, altura em que foi anunciado um novo espaço comercial na marginal de Ponta Delgada, a cargo da ASTA Atlântida, agora detida pelo fundo Discovery, mas que nunca foi terminado.

Em 2016, o mesmo fundo apresentou uma “mudança radical” para as inacabadas galerias comerciais, que passava por demolições e redução de volumetrias, aproveitando o espaço para a criação de uma unidade hoteleira e de um jardim público, mas que também não arrancou.

O processo de reformulação do projeto de arquitetura só foi iniciado em 2018.

Pedro Nascimento Cabral considerou que, concluída a “demolição da parte não licenciada, agora é preciso encontrar uma solução definitiva”.

“Para que esta situação fique resolvida definitivamente é preciso que o Governo Regional e o promotor encontrem uma plataforma de entendimento definitivamente. E o que a Câmara Municipal vai fazer é exercer uma tremenda magistratura de influência para que esta situação não seja tema de campanha eleitoral para daqui a quatro anos”, garantiu o candidato.

O social-democrata defendeu a necessidade de colocar à aprovação dos munícipes o futuro projeto para a zona, tendo em vista “uma solução estruturante” para o local.

“É preciso envolver os munícipes, as instituições, as ordens dos arquitetos e engenheiros. Envolver os movimentos cívicos e que daqui possa sair um projeto que seja o mais consensual possível para caraterizar esta zona da Calheta de Pero de Teive nas próximas décadas”, vincou.

Na sua perspetiva, o projeto que vier a ser encontrado deve contemplar “uma zona de estacionamento”, assim como “uma ligação efetiva do local à marina de Ponta Delgada”.

Os empresários com atividades ligadas ao mar junto da marina devem poder ” beneficiar de alguns espaços comerciais” da zona, acrescentou.

“O que queremos, acima de tudo, é harmonizar este espaço em que seja possível manter esta frente marítima da Calheta que é tradicional e histórica. Não podemos perder esta ligação da Calheta com o mar”, sublinhou o candidato.

Os candidatos à Câmara de Ponta Delgada Pedro Nascimento Cabral (PSD), André Viveiros (PS), Vera Pires (BE), Luís Miguel Quental (IL), Luís Franco (Chega), Rui Teixeira (CDU) e Dinarte Pimentel (PAN).

Nas eleições autárquicas de 2017, o PSD venceu a Câmara de Ponta Delgada com 51,28%, alcançando cinco mandatos, sendo que os outros quatro mandatos foram conquistados pelo PS (39,11%).

O BE teve 2,06%, o PAN 1,80%, a CDU 1,05% e a coligação CDS-PP/PPM 0,95%.

Em 11 eleições autárquicas livres, o PSD presidiu quase sempre à Câmara de Ponta Delgada, com exceção do mandato 1989-1993.

As eleições autárquicas estão marcadas para domingo.