A administração da Rodoviária de Lisboa disse esta terça-feira que a adesão ao segundo e último dia de greve dos trabalhadores da transportadora rondou os 50%, contra os 75% indicados pelo sindicato.

“A taxa de adesão à greve por parte dos colaboradores da Rodoviária de Lisboa ronda os 50%”, indicou fonte da administração da Rodoviária, numa nota enviada à agência Lusa.

Adesão à greve dos trabalhadores da Rodoviária de Lisboa entre 70 a 75%

No entanto, em declarações à Lusa, ao início da tarde, o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL), João Casimiro, indicou uma adesão semelhante à de segunda-feira, “a rondar os 70 a 75%”.

Os trabalhadores das empresas rodoviárias privadas cumpriram na segunda-feira um dia de greve em protesto por melhores salários, mas a paralisação da RL é de 48 horas, terminando esta terça-feira.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A greve foi convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa e abrange os cerca de 600 motoristas, segundo disse à Lusa o sindicalista João Casimiro.

“A Rodoviária teima em não aceitar as reivindicações dos motoristas. Continuamos a ter o salário base equiparado ao ordenado mínimo nacional e a trabalhar sem segurança. Se a administração não atender iremos avançar”, afirmou o presidente do SITRL.

Atualmente, o ordenado médio de um trabalhador da RL é de cerca de 700 euros (brutos), enquanto o ordenado mínimo nacional é de 665 euros.

Além de melhorias salariais, os trabalhadores da RL reivindicam também uma redução da carga horária, nomeadamente do trabalho extraordinário, e uma redução do atual intervalo de descanso de três horas para um máximo de duas.

A Rodoviária de Lisboa abrange os concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, servindo cerca de 400 mil habitantes.