A abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, esta terça-feira em Nova Iorque, tem a participação de mais de 30 líderes mundiais mas apenas um discurso é feito por uma mulher, e mesmo assim por vídeo.

A Presidente da Eslováquia, Zuzana Caputova, foi a única voz feminina no hemiciclo da ONU, através de uma intervenção pré-gravada e transmitida após os discursos presenciais de sete homens, incluindo os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e do Brasil, Jair Bolsonaro.

Embora a organização nunca dê explicações sobre a ordem dos discursos dos Chefes de Estado e de Governo, a presença de Zuzana Caputova nos momentos de abertura da reunião pode ser entendida como uma resposta às críticas que a ONU recebeu no ano passado, pela ausência total de mulheres neste dia de abertura, o dia que mais atenções concentra de toda a Assembleia Geral.

De acordo com a lista de oradores, ela será a única a falar durante um dia de mais de 30 discursos.

Em 2020, Caputova foi também a primeira mulher a falar, mas não o fez até ao segundo dia, quando mais de 50 homens já tinham falado.

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No total, dos 190 países que intervieram nos debates da Assembleia Geral do ano passado, apenas nove estavam representados por mulheres.

A ONU tem vindo a denunciar a falta recorrente de mulheres como Chefes de Estado e de Governo em todo o mundo.

Terça-feira, o secretário-geral da organização, António Guterres, destacou no seu discurso a desigualdade de género como uma das seis grandes “lacunas” que o mundo precisa de colmatar o mais rapidamente possível.