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O Papa Francisco comentou, no seu recente encontro com jesuítas na Eslováquia, que está bem de saúde, mas que houve pessoas que esperavam que não sobrevivesse à sua recente operação ao cólon, e advertiu contra o surgimento da “ideologia de género”.

Num contexto informal, o Papa argentino afirmou: “Ainda vivo, embora algumas pessoas me quisessem morto”, avançou a Reuters.

“Sei que até houve encontros entre prelados que pensavam que o Papa estava em estado mais grave do que se dizia. Eles estavam a preparar o conclave [para eleger um novo Papa]”.

“Graças a Deus, estou bem“, acrescentou.

Papa Francisco “reagiu bem” a cirurgia programada ao intestino

O Papa Francisco, eleito pontífice em 2013, foi submetido a uma cirurgia ao cólon em 4 de julho e passou 11 dias no hospital. Desde então, retomou o seu horário de trabalho.

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Durante o encontro com 53 jesuítas na nunciatura de Bratislava, no domingo, 12 de setembro, o Papa Francisco alertou os seus irmãos sobre o sofrimento da Igreja neste momento.

Sofremos hoje na Igreja a ideologia do retrocesso”, disse, de acordo com o ABC.

Francisco afirmou que “voltar atrás não é o caminho certo” e que era importante seguir em frente, escreve a Reuters.

O Papa diz estar ciente das críticas e, sem citar o EWTN (canal de televisão católico norte-americano), acrescentou que “há uma grande rede de televisão católica que continuamente fala mal do Papa sem qualquer problema.”

Eu posso merecer pessoalmente esses ataques e insultos, porque sou um pecador, mas a Igreja não merece isso. É obra do diabo”, continuou, escreveu a ABC.

Nos últimos anos, Francisco tem sido o foco de críticas de um pequeno, mas poderoso número de conservadores americanos insatisfeitos com as suas posições em várias questões teológicas, bem como em questões sociais, desde a imigração à mudança climática.

Francisco reconheceu que evita discussões e admitiu que as opiniões dos clérigos da Igreja o incomodam ocasionalmente.

Às vezes perco a paciência, especialmente quando eles fazem julgamentos sem entrarem num diálogo real”, revelou, reportou a Reuters.

O Papa contou que há quem o acuse de não falar de santidade e que para ele isso não faz sentido.

Dizem que falo sempre de questões sociais e que sou comunista. E, no entanto, escrevi uma Exortação Apostólica completa sobre a santidade, a ‘Gaudete et Exsultate'”, publicou o ABC.

O Papa também advertiu contra a “rigidez” clerical e disse que Deus queria que a sociedade fosse livre.

Temos medo de acompanhar pessoas com diversidade sexual”, disse, acrescentando que os padres devem oferecer apoio aos casais homossexuais, referiu a Reuters.

No entanto, advertiu contra o surgimento da “ideologia de género”.

“É perigoso porque é abstrato no que diz respeito à vida concreta de uma pessoa, como se uma pessoa pudesse decidir abstratamente à vontade se e quando ser homem ou mulher”, disse.