O candidato do CDS-PP à presidência da Câmara de Santarém dedicou esta quarta-feira a campanha às questões de segurança, defendendo a duplicação do efetivo da GNR e a manutenção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica na capital do distrito.

Alexandre Paulo, que esta quarta-feira visitou o destacamento da GNR de Santarém, afirmou ter estado “perante umas instalações que são degradantes, que não têm condições para os militares trabalharem”, em resultado do “desleixo por parte do Governo central, e até da própria autarquia, por ter responsabilidade também em fazer pressão sobre o Ministério”.

Acompanhado dos cabeças de lista à Assembleia Municipal (Pedro Melo) e à União de Freguesias da Cidade de Santarém (João Amaral), o candidato lamentou, no final de uma reunião com o comando local, fechada à comunicação social, que os militares “não possam ter um espaço condigno para comer e para trabalharem, para tratarem do trabalho efetivo que tem ao longo do seu turno de trabalho”, que lhes possibilite “condições para que possam ter uma melhor resposta ao serviço da população”.

Alexandre Paulo saiu da reunião com a perceção de que, “claramente, existe uma falta de efetivo no Posto Territorial de Santarém”, extensiva aos restantes postos do concelho, e sublinhou que “a necessidade de um aumento de efetivo é enorme, para aumentar a capacidade de resposta principalmente em freguesias que estão mais distantes, como é o caso de Alcanena”.

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Santarém tem “muitas vezes uma patrulha para um turno de trabalho”, disse, considerando essencial “reestruturar a resposta” dentro do concelho, o que passaria por “duplicar o número de efetivos” nos postos onde os militares “se têm esforçado imenso e trabalham, muitas vezes até no limite das suas forças e da sua disponibilidade para responderem às situações da população que deles necessita”.

O cabeça de lista, que vê nas forças de segurança “um pilar fundamental da democracia”, garante que, se for eleito, pressionará o Governo para melhorar as condições de trabalho da GNR, defendendo ainda que a própria Câmara Municipal deverá “disponibilizar instalações para que possa ser feito um posto para estes homens”.

Na rota dos candidatos do CDS está ainda esta tarde a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, com cujos responsáveis vão reunir-se para “perceber quais serão as necessidades desta instituição”, bem como as razões para deixarem de estar em Santarém e passarem para um concelho limítrofe”.

A saída da ASAE do concelho de Santarém estará, segundo a comunicação social, relacionada com a intenção de reduzir custos porque parte daquele organismo.

A Câmara de Santarém tornou público, numa reunião do executivo, não dispor de imóveis para a ASAE se instalar, ao contrário da Câmara de Almeirim, que disponibilizou gratuitamente um espaço para aquela entidade.

Do ponto de vista do CDS, tratou-se de uma questão de “falta de vontade política” do atual executivo para manter no concelho o organismo. Alexandre Paulo pretende lutar “para manter” a ASAE no concelho, que “não pode ser só capital de distrito no papel”.

“Teremos de ter a capacidade de resposta de uma capital de distrito e nesse sentido tudo faremos para reverter a situação e para que a ASAE fique em Santarém”, concluiu.

Candidatam-se à Câmara Municipal de Santarém o atual presidente, Ricardo Gonçalves (PSD), o socialista Manuel Afonso, a professora e deputada bloquista Fabíola Cardoso, o médico de Saúde Pública André Gomes (CDU), o médico veterinário e dirigente nacional do Chega Pedro Frazão, o técnico de recursos humanos Alexandre Paulo (CDS-PP), a professora de informática e robótica Rita Lopes (PAN) e o gestor de projeto Marcos Gomes (IL).