A variante Delta da Covid-19, presente em 185 países, tomou em grande parte o lugar de outras três variantes também “preocupantes“, Alfa, Beta e Gama, que representam cada uma menos de 1% dos casos sequenciados.

O balanço foi esta terça-feira feito pela líder da equipa técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Covid-19, Maria Van Kerkhove, numa sessão de perguntas e respostas nas redes sociais.

Os vírus, como o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, sofrem mutações, e o aparecimento no final do ano passado de variantes que representavam um risco acrescido para a saúde pública mundial levou a OMS a caracterizar as variantes como “a seguir” ou como “preocupantes”, para hierarquizar as atividades de vigilância e de investigação a nível global.

“O vírus predominante que circula atualmente é a variante Delta”, disse a responsável ao explicar a hierarquização. “Este vírus tornou-se mais forte, é mais transmissível e está a competir, substituindo os outros vírus que circulam”, acrescentou.

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A OMS decidiu nomear as variantes “a seguir” e “preocupantes” utilizando as letras do alfabeto grego, para evitar estigmatizar qualquer país e para facilitar a pronúncia dos nomes. Atualmente a organização considera as quatro variantes “preocupantes”, a Delta mas também a Alfa, a Beta e a Gama.

A OMS considerou também cinco outras variantes (Eta, Iota, Kappa, Lambda e Um) como a serem monitorizadas mas “despromoveu” três delas (Eta, Iota e Kappa), disse Maria Van Kerkhove.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.696.559 mortes em todo o mundo, entre mais de 229,01 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.