Obrigado por ser nosso assinante. Beneficie de uma navegação sem publicidade intrusiva.

Após a reunião do Conselho de Ministros, António Costa anunciou, na habitual conferência de imprensa, no Palácio da Ajuda, que “estamos em condições de poder avançar para a terceira fase” de levantamento de restrições relativas à pandemia. Mas rejeitou qualquer tipo de eleitoralismo no timing escolhido.

A terceira e última fase, que terá início a 1 de outubro, estava prevista arrancar assim que Portugal atingisse 85% da população totalmente vacinada. Ainda não chegámos lá, mas estamos perto, com 83,4%, anunciou o primeiro-ministro. Questionado pelo Observador porque é que anunciou o avanço da terceira fase agora e não na próxima semana, depois de ultrapassarmos a meta, António Costa não respondeu diretamente à pergunta.

Primeiro, lembrou que no dia 29 de julho tinha sido anunciado “qual o programa de desconfinamento indexado à evolução do plano de vacinação” — conforme sugestão dos especialistas —, afirmando: “Nada do que estamos a anunciar hoje é novo ou inesperado”.

“Todas as restrições impostas são restrições aos direitos, liberdades dos cidadãos e portanto só se justificam na estrita medida em que são necessárias, adequadas e proporcionais à gravidade da situação”, acrescentou.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nada justifica continuarmos a impor estas restrições para além do que é necessário. Não há calendário eleitoral que possa justificar que isso aconteça”, afirmou ainda.

Quando a pergunta lhe volta a ser colocada — porque é que o anúncio foi feito hoje? —, António Costa acabou por justificar que “não se pode dizer às discotecas na véspera que a partir de amanhã podem abrir” — que seria a situação caso as medidas fossem anunciadas na próxima quinta-feira. A verdade é que, em outros momentos, as medidas foram anunciadas apenas na véspera.

“É óbvio que as pessoas têm de ter tempo para se prepararem, para preparem as suas atividades, para se organizarem”, disse o primeiro-ministro, referindo-se aos empresários. “O mesmo se diga relativamente aos hospitais, para passarem a receber visitas e aos lares, para respeitarem as condições de visita que têm de ser realizadas”.

“Creio que não dei nenhuma notícia surpreendente hoje [quinta-feira], apenas a confirmação daquilo que sabemos”, rematou.